Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Transporte Sentimental



Quarta-feira, 23.04.14

novas leituras de 2009 - fernando botto semedo

96.jpg


A partir de uma citação de João Rui de Sousa («Azul é quando um homem se ultrapassa») e de uma dedicatória («para o avô Diogo»), organiza-se este volume de poemas. O ponto de partida é a infância: «Na minha infância já escrevia poemas sem o saber: / era a minha surpresa perante tudo novo / a cada dia era o meu sonho, a minha dor / o meu afastamento da realidade como hoje». O ponto de passagem é a alma: «A minha alma é um sol de lágrimas puras / bailando pelos campos de uma Primavera eterna / onde todos os seres mortos ressurgem, límpidos / aos olhos das papoilas brancas que existem / quebradas de dor em nuvens / de uma música simples e irreal / onde coloquei o meu primeiro poema, rasgado (…)» O ponto de chegada é o amor: «Doem-me estes poemas tão pobres, tão humildes / eles são a minha mais pura alegria na casa / da dor e do absurdo e trazem sempre consigo / todas as namoradas que perdi quando caí / por todos os abismos pelos quais tento transpor-me» Só assim poderá concluir: «Planto aqui um poema humílimo. / Sou o poeta feliz que desde sempre criança foi / em chama de água, em coração de vigília». Depois de «Poemas simples» e «Poemas de um livro rasgado» de 2007, este «Chama de água» confirma a coerência dum trajecto poético iniciado em 1982 com «Ágoas Livres» (Capa: Fernando Botto Semedo, Execução Gráfica: Gráfica 2000) José do Carmo Francisco --

Autoria e outros dados (tags, etc)

por José do Carmo Francisco às 14:30


Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Abril 2014

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930