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Transporte Sentimental



Terça-feira, 21.10.14

«sete coisas que eu cá sei» de vergílio alberto vieira

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Com o subtítulo de «Destravalínguas e adivinhas para suar as estopinhas», este livro destina-se ao público infanto-juvenil mas o seu autor é multifacetado e publica regularmente desde 1980. Poeta, contista, dramaturgo, cronista, tradutor, ensaísta e diarista, Vergílio Alberto Vieira (n. 1950) divide este livro em dois capítulos. Da página 11 à 35 surgem os «destravalínguas» sob o título genérico de «Quem diz sela diz cavalo». Da página 38 à 57 são dez as «adivinhas» em verso com o título de «Venho das ondas do mar» e cuja chave se apresenta no fim. O livro abre com «Ora agora digo eu»: «Do muito que há para dizer / O que mais custa é pensar / Tudo o que pode esquecer / Quando nos queremos lembrar / Um faz de conta que sabe / Outro, que anda esquecido / Que na ignorância tudo cabe / Quer achado, quer perdido / Digam lá, por este andar / Os sábios, a cada instante / Quem gosta, pois, de passar / Na vida por ignorante? / Se assim não fosse, jamais / Se diria por agora / Que o saber nunca é de mais / Quando tanto se ignora». As ilustrações de Maria João Lopes acompanham em termos gráficos a delicadeza, o humor e a ternura dos textos escritos. Mas só vendo o livro. Para dar uma ideia vejamos o caso do burro: «Por dá cá / aquela palha / foi um burro / a tribunal / por ter dito: / «Só é burro / quem trabalha / em Portugal!» /À barra / da Boa Hora / foi-lhe então / lida a sentença: / «Terá pensão / vitalícia./ Trabalhar / é uma doença.» Ou então a adivinha das sopas de cavalo cansado: «Que nome é que se há-de dar / Às sopas recomendadas / A quem não quer trabalhar / Por razões mal explicadas?» Fiquemos com a quinta quadra do poema inicial, uma espécie de «moral da história» que se sintetiza na expressão «o saber não ocupa lugar»: «Digam lá o que disserem / Os sábios a cada instante / São mais os que aprender querem / Que quem quer ser ignorante» (Editora: Planeta Manuscrito, Ilustrações e Capa: Maria João Lopes, Colecção: Planeta Júnior) --

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por José do Carmo Francisco às 15:34

Terça-feira, 21.10.14

«arte portuguesa» de paulo pereira

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Este volume compacto de 872 páginas tem como antepassado o livro «2000 anos de Arte em Portugal» publicado em 2000 pelo mesmo autor. Onze anos depois, todo o texto foi reescrito. O autor procura alcançar uma síntese, rejeitando o simplismo e, ao mesmo tempo, a excessiva erudição. O ponto de partida é a Gruta do Escoural: «A primeira descoberta de arte paleolítica foi feita em 1963, na Herdade da Sala (Montemor-o-Novo), em pleno Alentejo. O tiro de uma pedreira revelou uma gruta que os operários exploraram, surpreendendo um cenário reverencial de ossadas e restos cerâmicos». O ponto de chegada são os anos 80 e alguns dos artistas da época: «Joaquim Bravo, Álvaro Lapa, Ângelo de Sousa, João Cutileiro, Rui Sanches, José Pedro Croft, Gérard Castello-Lopes, Paulo Nozolino, Eduardo Batarda, Pedro Calapez, Pedro Casqueiro, Rui Chafes, Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento, Jorge Molder, João Penalva, Paula Rego e Joana Vasconcelos». Ao todo são centenas de ilustrações em 16 capítulos na busca da síntese, actualizando conhecimentos essenciais, incontornáveis e fundamentais. O mesmo é dizer – um manual de consulta imediata. Vejamos um exemplo: «O corpo pobre e despojado (o exterior) contrasta com a alma preenchida dos dons de Deus, rica e feérica (o interior). Nossa Senhora dos Cardais é um caso extremo, oferecendo por fora fachadas chãs e indistintas para depois se abrir num coro celestial de cor e celebração». (Editora: Temas e Debates/Círculo de Leitores, Revisão: João Pedro Tapada) --

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por José do Carmo Francisco às 11:24


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