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Transporte Sentimental



Quinta-feira, 30.01.14

outras leituras de 2008 - uma carta para garcia

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«Uma carta para Garcia» de Elbert Hubbard
No dia 22 de Fevereiro de 1899, na sequência de uma conversa como seu filho Albert, Elbert Hubbard escreveu «A message to Garcia» sem imaginar o êxito que o seu texto iria ter em todo o Mundo. Hoje em dia mais de 200 milhões de leitores conhecem essa história exemplar e sabem o sentido da expressão «levar a carta a Garcia». Vejamos a história em resumo. Quando surgiu a guerra entre Espanha e os EUA, o presidente americano queria comunicar com os rebeldes cubanos chefiados pelo general Garcia, algures nas montanhas de Cuba. Um dos conselheiros do presidente sugeriu que se chamasse um homem (Rowan) pois ele poderia encontrar o general Garcia e entregar-lhe a carta do presidente. Recebida a carta, Rowan guardou-a numa bolsa impermeável que prendeu sobre o coração e quatro dias depois desembarcou de noite numa praia de Cuba. Três semanas mais tarde saiu pelo outro lado da Ilha depois de atravessar a pé um território hostil e ter entregue a carta a Garcia. A edição portuguesa conta com um ensaio («Sobre livros e anúncios») à volta da qualidade e da popularidade dos livros: «o bom em literatura é apenas uma questão de gosto. Não há padrões definidos. Gosta-se porque se gosta e o facto de outras pessoas elogiarem um livro é um bom motivo para o ignorar… ou para o comprar. Um livro «dispara» no mercado geralmente porque um amigo o recomenda a outro. Nenhuma pessoa pode ler um livro secretamente e depois exultar sozinha.» (Editora: Padrões Culturais, Prefácio: Luís Sebastião, Capa: Roberto Carlos) José do Carmo Francisco --

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por José do Carmo Francisco às 12:19

Quinta-feira, 30.01.14

lisboa «cool» - jornalista cnn não sabe o que é o feudalismo

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Uma jornalista da CNN chamou «cool» à noite lisboeta porque andou acompanhada por alguém da CML e, bem comida e bem bebida, não se defrontou com os grupos de estudantes (os Erasmus e os de cá) que celebram com bebedeiras e cantorias a sua passagem pela e para a Universidade. Os moradores do Bairro Alto já não suportavam a alucinação do vereador Sá Fernandes (que só vê o Turismo como panaceia para a cidade fingindo esquecer que a cidade é quem cá vive) e agora aparece uma obscura jornalista da CNN a gritar aos quatro ventos que Lisboa é «cool» porque tem muitos bares e paredes pintadas no Bairro Alto. Até o circunspecto Bagão Félix na TV disse que isto era uma boa notícia; só não explicou para quem. Para nós moradores é uma péssima notícia. Há pelo menos um paralelismo a fazer entre a jornalista americana e a praga das praxes. Os EUA são um povo ignorante sobre o Mundo, deslumbrado com qualquer novidade, jovem, sem memória, sem história, sem referências, para quem tudo o que tenha mais de cem anos já é antigo. As praxes nasceram nos tempos do Cavaquistão em paralelo com as televisões privadas e os bancos privados. Como não tinham nada, inventaram a memórias de umas praxes que nunca lá houve. Daí as capas e batinas, os rituais, as parvoíces que qualquer um pode ver no Metro. Ainda esta noite andaram pela Rua da Rosa uns maloios a cantar às três da manhã. O que nos vai ajudando um pouco são os aguaceiros que em boa hora correm com esse lixo humano do nosso Bairro e ajudam a lavar as ruas da sua urina, seus dejectos, seus copos de plástico, suas limas cortadas ao meio. Não admira que a pobre jornalista tenha chamado «cool» à noite quando o vereador vê em cada alfarrabista que fecha um hotel que abre. Mas aquilo que os turistas comem é importado em setenta por cento. José do Carmo Francisco --

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por José do Carmo Francisco às 10:55


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