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Transporte Sentimental



Terça-feira, 04.12.12

uma miscelânea literária actual

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«Reflexões sobre livros e autores» de Isabel Gouveia
«Miscelânea» podia ser o título deste volume de Isabel Gouveia que reúne textos
publicados em jornais, «blogs», revistas e suplementos literários. Camilo
Castelo Branco, Brito Camacho e Carlos de Oliveira são três autores maiores
nessa arte de «reunir vários escritos de índole diversa na mesma obra». Isabel
Gouveia reflecte nestas páginas sobre a relação livro/leitor: «O grande público
compra sobretudo livros conectados com a famigerada literatura «light» e os que
o ensinam a conviver com as suas frustrações, com os seus medos, com os seus
anseios, com os seus problemas psíquicos ou espirituais. Compra os livros que
relatam escândalos, falam de pessoas sobretudo ligadas ao futebol ou são da
autoria dos apresentadores da televisão e dos políticos».
Apesar deste panorama hostil, a autora teima em inscrever nas suas reflexões a
Literatura – como «Lillias Fraser» de Hélia Correia, «Versos Olímpicos
de José Ricardo Nunes, «Londres» de Teixeira de Pascoaes, «Afirma Pereira» de
António Tabucchi ou «Todos os dias» de Jorge Reis-Sá. A literatura brasileira
comparece nas notas sobre livros de Miguel Jorge e Denise Godoy. Leituras de
Cristino Cortes, Álvaro Seiça Neves e Ulisses Duarte antecedem o excelente «Os
livros da minha vida» no qual a autora recorda os seus tempos de universitária:
«nessa época os meus autores preferidos eram Stefan Zweig e Dostoiewsky». A
morte de Stefan Zweig ao lado de um exemplar de «Os Lusíadas» prova que, no
Brasil, o grande escritor austríaco projectava escrever um livro sobre Camões:
«No mar tanta tormenta e tanto dano / Tantas vezes a morte apercebida! / Na
terra tanta guerra, tanto engano / Tanta necessidade avorrecida! / Onde pode
acolher-se um fraco humano / Onde terá segura a curta vida / Que não se arme e
se incline o Céu sereno / Contra um bicho da terra tão pequeno?». «Bichos da
terra» – Camões, Stefan Zweig, Isabel Gouveia, afinal, todos nós.
(Editora: Sinapis, Capa: Inês Costa, Pintura: José Pires)
José do Carmo Francisco
--

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por José do Carmo Francisco às 12:58

Terça-feira, 04.12.12

a prata da nossa casa é o melhor de nós

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Novas achegas para um inventário catarinense – livros, revistas, jornais
No seguimento do «post» anterior sobre Santa Catarina (Caldas da Rainha) venho
lembrar os meus livros «Os guarda-redes morrem ao Domingo» e «Pedro Barbosa,
Jesus Correia, Vítor Damas e outros retratos» (ambos edição Padrões Culturais)
porque no primeiro surge uma crónica (e o emblema) sobre o Grupo Desportivo
Catarinense e no segundo um poema sobre um velho guarda-redes no campo do Rio
da Pedra – meu avô José Almeida Penas.
Falando de revistas lembro a edição especial no 25º aniversário do Centro
Social Paroquial de Santa Catarina porque embora ligado à escrita (jornalista,
escritor, crítico literário) eu sei da importância da imagem. No caso desta
revista lembro as fotos bem antigas do padre Fernando, do padre Tiago, do padre
Serrazina e do padre José Guerra – entre outros. Mas aparecem muitas mais
fotografias de directores, funcionários, colaboradores e amigos do Centro,
algumas delas históricas como a dos primeiros meninos que eram apenas oito.
Quanto aos jornais temos o «velho» Catarinense e a «segunda série» já mais
perto da nossa actualidade. Há quem tenha guardado essas relíquias, pela minha
parte sei que havia uma caixa de sapatos cheia de Catarinenses mas com as
voltas da vida (Montijo, Santa Catarina, Vila Franca de Xira, Lisboa) tudo isso
se perdeu. Depois há as memórias na «Gazeta das Caldas» na coluna «Estrada de
macadame» entre 2002 e 2011, dez anos interrompidos apenas por problemas de
espaço disponível nas páginas do nosso semanário. Hoje em dia «espaço» na
Imprensa é mais que ouro. Lembro também o jornal «Record» onde em tempos
assinei crónicas e uma delas era «A prata da minha casa» lá pelos idos de 1986
ou 1987. Mostrar a prata da casa é dar aos outros o melhor de nós; não há coisa
mais bonita nesta vida breve.
José do Carmo Francisco
--

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por José do Carmo Francisco às 10:32


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