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Transporte Sentimental



Segunda-feira, 01.06.15

«tamanho não é qualidade» - textos curtos

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A partir do Blogue «O galo de Barcelos ao Poder» são sete os autores de textos curtos reunidos neste livro: Dalila Pinto de Almeida, Fernando Pinto, João Viegas, José Manuel de Sousa, José Viegas Soares, Margarida Ferreira dos Santos e Maria Natália Gonçalo. Em Dalila Pinto de Almeida aparece uma história do quotidiano. A casa de Alex estava demasiado bem arrumada e Alice estranhou a pergunta que foi a última: «não te importas de usar a minha toalha? Para não estar a lavar mais uma…» Em Fernando Pinto uma das histórias fala de um aviso repetido todos os dias, no fim dos anos 30 num quartel de Beja mas cuja origem estava numa Ordem de serviço de 1935: «É favor não deixar ninguém sentar no banco do jardim da praça porque hoje foi pintado de fresco.» João Viegas já viajou de táxi em todo o Mundo (Londres, Manila, Rio de Janeiro, Nova Iorque, México, Índia) mas é em Lisboa que surge o insólito num taxista que faz exorcismos: «Bezerros atravessados, bois «desmotivados», eu chego e zás… nasce o bezerro, cura-se a vaca, o touro transforma-se num garanhão… e o mesmo com carros!» José Manuel de Sousa conta a história de um funcionário público que gostava de ouvir o fado nos bairros populares e fora de portas até que um dia, num cabaret pediu uma espanhola a um amigo em viagem para Madrid; e a espanhola veio por sua conta para Lisboa: «Nesse mesmo dia junto ao Cais do Sodré foi encontrado a boiar e sem vida o seu corpo, vestido com o fato preto que tanto prezara.» José Viegas Soares mergulhou numa crónica de Fernão Lopes sobre D. Pedro I para recontar uma história de crime e castigo: «Houve el-rei informação certa de que a mulher de Afonso André lhe fazia maldade. Pois el-rei mandou-a queimar a ela e degolar a ele. Quando o marido regressou, el-rei disse-lhe que «já o tinha vingado da aleivosia de sua mulher e do que lhe punha os cornos.» Margarida Ferreira dos Santos apresenta dois tipos de texto. O primeiro intimista e de saudade («Vivo agora um rio vazio quando sinto a tua ausência»), o segundo de memórias de outro tempo e outro lugar: «A minha mãe ensinava o que gostava, ensinava Leia que, apesar do nome, não sabia ler.» Por fim Maria Natália Gonçalo visita Cabo Verde: «E o Tarrafal despertou em mim dois sentimentos. Por um lado uma belíssima baía, por outro lado a visita ao campo de concentração para presos políticos do antigo regime, construído em 1936 – felizmente sem sinais da «Frigideira», lugar de castigo máximo.» (Editora: Mercado dos Sonhos, Lda., Capa: Sofia Silveira) --

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por José do Carmo Francisco às 16:06



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