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Transporte Sentimental



Domingo, 05.07.15

ruy belo - afinal era uma adega e não uma taberna em turquel

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O meu amigo Nuno Costa Santos costuma dizer que «a vida sem gralhas é burocracia» mas neste caso não foi uma gralha; houve da minha parte um lapso pois referi uma «taberna» em Turquel quando deveria ter referido uma «adega». Foi numa cróncia aqui publicada a propósito do filme sobre Ruy Belo na Fundação Gulbenkian. Tudo isto a propósito de, lá pelos idos de Setembro de 1978, o meu amigo Levi Condinho ter parado na adega do seu amigo Avelino de Sousa Lopes, músico e agricultor, sobrinho do grande pintor Sousa Lopes, autor de um famoso quadro sobre o Círio de Santa Susana a passar por Turquel. A Turquel ia eu com a minha avó de Santa Catarina aviar uma receita na Farmácia quando eu era pequeno e inda não havia farmácia na minha terra. Foi um lapso e eu assumo a responsabilidade até porque sei muito bem a diferença entre uma coisa e outra. As tabernas eram espaços públicos enquanto as adegas eram territórios privados, nada de confusões. As tabernas da minha terra tinham fotografias do Caldas Sport Clube quando subiu de divisão lá pelos idos de 1950 e tal, mais perto de 1960. Nas tabernas que tinham aparelho de rádio se ouviam as marchas militares antes dos jogos de futebol às três da tarde de Domingo. As adegas, pelo contrário, eram espaço sociais privados onde só entravam os amigos mais chegados. Era na adega que o meu avô José Almeida Penas recebia os amigos (um das Relvas - José Lourenço - outro do Valado de Frades - Inácio) e foi nessa mesma adega que a minha cédula pessoal foi mal cozinhada com um erro crasso que ainda hoje me penaliza – falta o nome Almeida a seguir a José do Carmo. Trocar a adega pela taberna foi um erro que me custou caro. Peço desculpa. Não foi uma gralha mas quase. --

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por José do Carmo Francisco às 16:25


1 comentário

De Anónimo a 05.07.2015 às 19:49

Poeta, boa tarde, na adega, como na taberna, o grande perigo é quando o vinho nos leva memória. mas não se penalize por tal e acrescente aí que a minha mulher também era Penas pelo lado da mãe, Laurinha Penas, dos Penas de Albufeira, onde as tabernas ficavam todas no cais e adegas só havia a do Cardoso-rico, que a ganhou da família Águas por lhes ter casado com a Menina, a única filha do velho coronel águas de deu nome a uma rua e que nunca jogou futebol. Do coronel Águas e da Senhora, que ficou na memória sem nome próprio, só Senhora, como a filha ficou a Menina.. . Ainda hoje, no terreiro que rodeia a casa em ruinas desta família de brasão e caldeira, liberal até às últimas, eu lhe posso indicar a figueira de a Menina que dava os raros figos euxários que Sofia Águas, a das pulseiras, ainda me ofereceu.
05.07,2915
Joaquim Nascimento

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