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Transporte Sentimental



Quinta-feira, 13.10.16

«rosa» de elvira carvalho

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«Rosa» é um conto (ou novela breve) de 31 páginas para conta a história de Rosa desde os tempos em que «pastoreava ovelhas pelo monte da Landeira» até ao ano de 1975: «Rosa era uma mulher sem instrucção e tudo o que aprendera na vida ficara-lhe gravado na memória pelo sofrimento». O sofrimento de Rosa começou quando nasceu filha de «pai incógnito» e continuou num Domingo quando no monte onde guardava ovelhas foi violada por dois rapazes que tinha visto na desfolhada: «Nem disse nada quando os dois a ameaçaram se ela contasse a alguém o que lhe tinham feito». Mais tarde o sofrimento continuou: «Rosa ainda não fizera 28 anos e já tivera seis filhos e dois abortos.» Em 1969 a dôr de Rosa era outra: «Quando a filha mais velha da Rosa se casou, ela já não sabia do marido há largos meses.» Só o 25 de Abril de 1974 lhe veio permitir receber de novo o marido ausente e abraçar o filho que voltava de Angola já em 1975: «Agora sim, Rosa era uma mulher feliz». Na contracapa interior o nome da autora aparece como Cravalho, nas páginas 34, 36 e 37 surge a sigla PIDE como P.I.D.E., na página 13 em vez de «Se não» aparece «Senão» e as duas primeiras páginas do livro ostentam quatro advérbios de modo: maioritariamente, exactamente, infelizmente e drasticamente. Por fim «Seca do Bacalhau» (página 21) aparece como «bacalhau» nas páginas 27 e 29. Mas nada que possa diminuir o usufruto de uma narrativa na qual é muito mais importante o sangue pisado da vida do que o estilo. Colaboram na versão castelahan de «Rosa» os alunos de Cultura Portuguesa em Valencia: Amparo Martí, Amparo Salom, Carmen Pelegri, Everdina Kleeb, Floreal Mirasol, Ismael, José Fenollar, Jovita Alonso, Júlia Virgili. María Caruana, Mari Carmen Aparicio, Maria Luisa Cabedo, Marisa, Marisa Cabedo, Milagro Rodriguez-Flores, Maria Teresa Martinez, Nuria Bras, Pepa Serra e Pilar Esteban. (Supervisão da versão para castelhano: Joaquim Duarte, Resumo: J.R. Viviane, Formatação e Capa: Joaquim Duarte, Edição bilingue – portuguesa e espanhola) --

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por José do Carmo Francisco às 13:08


1 comentário

De elvira carvalho a 22.11.2016 às 12:51

Penso que deve estar a pensar no mal educada que sou, que nem me dei ao trabalho de deixar um comentário, depois do senhor, (não me atrevo a chamar-lhe amigo, porque na verdade não me conhece de lado nenhum e poderia sentir-se ofendido), se ter dado ao trabalho de ter lido o meu humilde livrinho.
Acontece que temos um amigo comum que muito prezo, o Luís Maçarico, que me disse que gostaria que o senhor o lê-se, daí ter-lho mandado.
Infelizmente um familiar meu a viver em Lagos, adoeceu gravemente, e fui para lá, onde estive até ontem, apenas com uma interrupção para vir ao hospital do Barreiro a uma consulta.
Lá eu não tinha internet, nem sabia quando diria alguma coisa sobre o livro se ele merecesse a sua atenção.
O Luís mandou-me o link para este post na altura, mas eu não sei trabalhar com o Smartphone de forma conveniente para lhe agradecer.
De modo que tarde e a más horas o estou fazendo agora esperando merecer a sua compreensão.
Agradeço imenso as suas chamadas de atenção. Sei que não escrevo bem, não tenho mais que a quarta classe tirada em 1957, mas adoro fazê-lo, o meu amigo Joaquin ficou entusiasmado e ajudou-me à publicação. Deveria ter dado o texto a um dos meus amigos que sabem o que fazem, para que mo corrigisse, mas acabou por não acontecer.
É um erro que não cometerei se tiver a sorte de publicar alguma coisa mais.
Muitíssimo obrigada e por favor releve este atraso que como disse se deveu apenas a estar fora de casa para acompanhar a doença de um familiar que me era querido e que infelizmente se foi.

Maria Elvira Carvalho

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