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Transporte Sentimental



Quarta-feira, 14.10.15

«principe perfeirto - rei pelicano, coruja e falcão» de carlos querido

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Depois de «Salir d´Outrora» (2007), «Praça da Fruta» (2009) e «A redenção das águas» (2013), Carlos Querido (n.1956) surge com este quarto livro - «Príncipe Perfeito» (2015) sujo subtítulo «Rei pelicano, coruja e falcão» traça um primeiro retrato sintético da figura de D. João II. Mas sendo este livro a história da vida de D. João II, ela é contada por um frade que vive nas Berlengas, antigo cavaleiro dos jinetes de El-Rei: «Nasci no ano de 1450, no termo de Óbidos, lugar das Gaeiras, na Quinta dos Mosqueiros, que foi do meu pai». O pano de fundo é a batalha de Alfarrobeira em 20-5-1449: «Vejo o infante D. Pedro, de camisa ensanguentada, trespassado por uma flecha traiçoeira, caído na terra, onde os inimigos sedentos da sua humilhação, o deixam ficar durante três dias, apesar de ser quem é, um príncipe do mundo, o pai da rainha de Portugal». Não deixa de ser curiosa a contradição de quem escreve este livro: «A escrivania nunca me despertou o menor interesse». O pano de fundo é a guerra pelo poder: «A alta nobreza, capitaneada pelo Duque de Bragança, sente a ameaça aos seus interesses. Poucos préstimos tem um monarca generoso e perdulário, se não puder dispor livremente das coisas do reino em favor dos que o rodeiam.». Dito de outra maneira: «Dona e senhora de vastos domínios, a alta nobreza reinava nos seus territórios, onde exercia a sua justiça, cobrava os seus impostos e levantava gente de guerra para defender os seus interesses.» D. João II afirma um dia perante seu pai, regressado de França, de mãos a abanar: «Há tempos de usar o olhar da coruja e tempos de voar como o falcão». Tal ideia ajuda a definir a figura do Príncipe Perfeito: «Não havia fronteiras para o seu poder. Por isso não podia haver refúgio para os seus inimigos». Este livro de 29 capítulos lê-se com a velocidade de um policial: quatro anos depois da morte do rei D. João II o seu corpo permanece incorrupto. Pode ser milagre ou peçonha. Será este o ponto de partida para uma viagem ao tempo português do século XV, afinal tão próximo do nosso tempo mesmo quando não parece. (Editora: Arranha-Céus, Capa. Elisabete Gomes, Revisão: Raul Henriques) --

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por José do Carmo Francisco às 14:09



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