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Transporte Sentimental



Quinta-feira, 25.06.15

para nuno costa santos e teresa belo com uma foto de valter vinagre

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A propósito de um filme na Gulbenkian sobre Ruy Belo recordo que há muitos anos comprei uma antologia de poesia alentejana com poemas de Ruy Belo. A coisa parecia errada mas o poeta Ruy Ventura explicou-me que afinal o Alentejo está presente na vida e na obra de Ruy Belo porque ele passava férias na aldeia da Mata, perto de Chança e do Crato. Esta história explica em parte o filme e Chico Buarque de Holanda. A poesia de Ruy Belo é de todo o Mundo mas a sua origem é a Estremadura. Isto porque o Ribatejo como província só foi criado em 1937 por Salazar e Ruy Belo nasceu em 1933, em São João da Ribeira, perto de Rio Maior. Nasci na Estremadura em 1951 e fui muitas vezes às Salinas de Rio Maior com os meus avós de Santa Catarina comprar sal em Setembro para a matança do porco em Dezembro. Depois de poemas publicados pelo poeta e professor Manuel Simões na Escola Veiga Beirão, devo a Ruy Belo o meu primeiro poema publicado num jornal de grande circulação tal como devo a Ruy Belo o meu primeiro livro de poemas publicado na Moraes Editora pelo poeta Pedro Támen que com Fernando J.B. Martinho e Armando Silva Carvalho integraram o júri do Prémio Revelação de Poesia da APE. O «Diário Popular» abriu-me as portas do jornalismo por Jacinto Baptista com esse poema para Ruy Belo em Agosto de 1978. No dia 8 de Julho de 1998 publiquei no jornal O MIRANTE de Santarém uma entrevista com Rui Cacho e em 12 de Agosto de 1998 recordei a edição do jornal O MOCHO de 24 de Fevereiro de 1951, com Ruy Belo (ainda Rui) a integrar a Comissão da Récita com Samouco da Fonseca e Rui Cacho. Há uma resposta de Rui Cacho a dizer tudo sobre a permanência desta poesia: «Há pessoas que não morrem. Não o considero morto. Não sou capaz sequer de aceitara a ideia. Foram muitos anos. Tive o convívio com ele trinta e cinco anos. São horas suficientes para estar ainda hoje comigo. Para mim ele não morreu. Apenas não o tenho encontrado ultimamente.» --

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por José do Carmo Francisco às 12:45



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