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Transporte Sentimental



Quarta-feira, 05.08.15

«ontem e hoje» coordenação de josé luís almeida e silva e carlos cipriano

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Ao lado das 148 imagens a cores e a preto-e-branco, estes 74 textos de quase outros tantos autores e autoras (há repetentes) dão uma ideia em texto e imagem ao longo de 205 páginas do que foi esta aventura jornalística. Durante 74 semanas a página 2 da «Gazeta das Caldas» colocou-se ao serviço de uma memória não exclusiva pois incorpora, além das Caldas da Rainha, textos sobre Óbidos, Bombarral e São Martinho do Porto. O jornal é, pela sua natureza, um objecto efémero. Os diários morrem na manhã seguinte, os semanários vivem sete dias apenas mas o livro pode ser portátil e mais perene. Por ter lugar nas estantes públicas das livrarias ou privadas da casa de cada um de nós, o livro pode aspirar a alguma eternidade. Sempre relativa. No primeiro prefácio o historiador João Serra refere «a nostalgia da cidade ideal» que surge «em todos os textos» do livro porque não há «experiência de cidade sem utopia de cidade» e o nosso olhar sobre as cidades não é uniforme nem simples: «há o que nos orgulha e o que nos envergonha». No segundo prefácio, Telmo Faria elogia a ideia do livro e recorda a sua ligação de 12 anos a Óbidos «à volta da ideia orientadora de que o útil não poderia matar o belo». Joaquim António Silva recorda a origem deste projecto: uma exposição de 1984 na Casa da Cultura com o título de «Caldas Ontem e Hoje». Nela qual se comparavam fotografias caldenses antigas com outras actuais e executadas a partir do mesmo ponto de vista. A sala de visitas das Caldas da Rainha foi, é e continuará a ser (se as pessoas voltarem…) a Praça da Fruta. O texto de Carlos Querido na página 42 do livro começa assim: «Todas as cidades e vilas têm um coração para onde correm as artérias que levam e trazem as pessoas que lhe dão vida. O coração da nossa cidade começou por bater lá em baixo no berço da vila, frente ao Hospital, ao ritmo das badaladas dos sinos da igreja de Nossa Senhora do Pópulo. Depois subiu pela Rua Direita, que é hoje da Liberdade, até ao Rossio, onde nos tempos do rei magnânimo se instalaram os paços do concelho, frente ao pelourinho que ocupava uma parte da praça nova que é hoje da República.» Muitos outros motivos de interesse surgem nas páginas deste livro como por exemplo um conto de David Mourão-Ferreira («O viúvo«) com enredo na Foz do Arelho, uma memória de Álvaro Cunhal quando em fins de 1947 visitou Soeiro Pereira Gomes em Salir do Porto por alturas da escrita do livro «Engrenagem» ou o romance-fotográfico «Atlântico» de Pedro Rosa Mendes e João Francisco Vilhena. Nota final para algumas gralhas que podem ser rectificadas na segunda edição: pág. 11 «as imagens tem» em vez de têm, pág. 49 Gazeta das Caldas sem itálico, pág. 140 «burlão» em vez de Borlão, pág. 138 «raias» em vez de baias, pág. 170 David Mourão-Ferreira sem hífen, pág. 171 «Sinda» por Sinde Filipe, pág. 182 «pacifico» por pacífico, pág. 192 politica por política e 197 Gazeta a negrito em vez de itálico. (Editora: Gazeta das Caldas, Grafismo: Joaquim António Silva, Prefácio: João Serra e Telmo Faria) --

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por José do Carmo Francisco às 10:26



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