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Transporte Sentimental



Segunda-feira, 02.01.17

«o homem com gente atrás» - tributo a germano silva

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Germano Silva nasceu em 1931 e não foi por acaso: para mim ele é o continuador de Raul Germano Brandão (1867-1930) como grande escritor do Porto. Os seus textos, as suas memórias e as suas viagens estão ao lado de outros autores (clássicos) como Rebordão Navarro, Arnaldo Saraiva, Daniel Filipe, Luís Veiga Leitão e Amadeu Baptista. Este livro de homenagem tem 132 páginas e inclui 30 textos de jornalistas (2 poemas e 28 crónicas): Alexandre Teixeira Mendes, Alfredo Mendes, Alice Rios, António Freitas de Sousa, Augusto Baptista, Carlos Ferreira, Carlos Rico, Cesaltina Pinto, César Príncipe, Costa Carvalho, Dora Mota, Francisco Duarte Mangas, Jaime Froufe Andrade, Joaquim Queirós, Jorge Fiel, José Carlos de Vasconcelos, José Viale Moutinho, J. Paulo Coutinho, Júlio Roldão, Lucília Monteiro, Luís Bizarro Borges, Luís Humberto Marcos, Manuel António Pina, Manuel Dias, Manuel Jorge Marmelo, Manuel Pinto, Manuel Vitorino, Marcos Cruz, Miguel Carvalho e Pedro Olavo Simões. O título do livro é retirado da crónica de Augusto Baptista, páginas 27 e 28. As coisas são o que são e neste livro poderiam ter participado outros autores como por exemplo Ferreira Fernandes, Vergílio Alberto Vieira, Altino do Tojal ou Luís Alberto Ferreira. É tudo uma questão de circunstância e nada do que é humano é perfeito. Neste caso o difícil é escolher um depoimento porque todos são magníficos mas numa pequena nota de leitura resolvo apanhar um «caldinho» (com se dizia no jornalismo antigo) do texto da Dora Mota que define Germano Silva como «falso idoso», sintetiza o paradoxo do jornalismo («adoramos o nosso ofício tantas vezes nos fartando dele»)e avança para uma explicação das coisas nas palavras do próprio Germano: «O segredo é fazer disto um modo de vida e não um modo de morte». Este Germano para mim é um «homem para todas as estações» porque escreveu à mão, à máquina e no teclado do computador usando o telefone, o telex, o fax e o Email, este Germano é a soma da ternura, da admiração e do respeito que todos nós nos jornais temos por ele. Há que não ter medo do plural em certas ocasiões: não é todos os dias que se escreve sobre um grande Jornalista e grande Escritor que também é um Homem Honoris Causa. (Editora: Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. Foto: J. Paulo Coutinho, Coordenação gráfica: Augusto Baptista) --

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por José do Carmo Francisco às 18:10



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