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Transporte Sentimental



Sexta-feira, 28.08.15

o gasoduto de moscovo ou o enviado-especial à nazaré

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Poderia chamar a esta crónica amarga «Moscovo não acredita em lágrimas» porque as lágrimas não vão parar de cair no rosto de muitos sportinguistas. Alguns deles só perceberam a força e a profundidade da expressão «duas mãos» ao verem que uma mão foi em Alvalade a desviar a bola da cabeça de Slimani e a segunda foi em Moscovo para marcarem um golo igual ao do Paços de Ferreira, aqui há anos em Alvalade, era Ricardo o guarda-redes «leonino». Foi na Nazaré, algures por Julho de 1997 que eu descobri que os árbitros deixaram de ser influentes para serem decisivos. O jogo era importante para o título nacional de Juniores entre o Boavista e o SCO. Os «leões» marcaram logo aos 5 minutos mas o árbitro deu a volta ao jogo e foi arranjando livres à entrada da área «leonina» até a conta chegar a 2-1, perto do final. O jornal «A Bola» escreveu no dia seguinte que o Boavista foi campeão com a ajuda do árbitro mas a expressão «com a ajuda do árbitro» surgiu em itálico. E compreende-se porquê. Quando a maioria das pessoas perceberem o que de facto se passa dentro das quatro linhas e à sua volta deixarão de comprar jornais e de ir aos jogos nos estádios, pagando os respectivos bilhetes. Neste caso de Moscovo percebe-se logo que o gasoduto cheira mal. Não a gás mas a esgoto. O esgoto da corrupção. Alguém terá dito «Custe o que custar e doa a quem doer» a Rússia tem de ter mais uma equipa na Liga dos Campeões. E o SCP foi sacrificado nas duas mãos e com as duas mãos em Lisboa e em Moscovo. A foto é uma homenagem aos tempos em que o destino dos encontros de futebol era decidido pelos jogadores. O ano passado na Alemanha com o Shalke 04 um árbitro russo viu uma mão onde estava um rosto. Hoje a realidade é outra e aprendemos à nossa custa que Moscovo não acredita em lágrimas. --

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por José do Carmo Francisco às 11:25


1 comentário

De Francisco de Lancastre e Tavora a 22.10.2015 às 17:10

Muito obrigado pela justiça agora feita em relação aos árbitros. É uma profissão como outra qualquer - cf. um honesto alvi castrense Xistra ou um Pedro Proença -, mas de facto às vezes dá vontade de desconfiar. No que se refere à mafia russa estamos conversados.

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