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Transporte Sentimental



Quarta-feira, 18.03.15

maria alzira seixo e levi condinho na antologia de vasco graça moura

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A crónica sobre o livro que junta poemas de Levi Condinho e de Maria Alzira Seixo («Natal Natais» de Vasco Graça Moura) aqui está. A edição é conjunta (Millenium BCP e Público). Inclui 202 textos de 130 autores, de Afonso X (o Sábio) a Rui Lage e Pedro Sena-Lino, ou seja do século XIII ao século XXI. Os poemas de Levi Condinho e Maria Alzira Seixo já antes se tinham cruzado nas páginas da antologia «O Trabalho» de 1985, organizada por Armando Cerqueira, Joaquim Pessoa e por mim, editada pelos três Sindicatos Bancários – Norte, Centro e Sul e Ilhas. Outra curiosidade do livro «Natal Natais»: alteraram a data de nascimento de Levi Condinho de 1941 para 1943 e esqueceram-se da segunda parte do poema. Eu conheço-o do livro «Roteiro cego» pois escrevi o prefácio. Vejamos o que falta: «á meia-noite lançavam os foguetes da passagem / de um ano conformado à modéstia para outro seu igual / e depois percorriam as ruas escuras / esburacadas lamacentas / tocavam chocalhos campainhas harmónicas de beiços / cantavam desajeitadas loas / parando à porta de outros pobres ou remediados / meia dúzia de ricos / alguns são vivos mas a dureza das coisas / decerto os fez esquecer a velha Casa de Santa Susana /nessas noites de infância / algo se adivinhava diferente / para os meus tenros atentos ouvidos / ecos de fantasmas na noite entre o encanto e o terror / dos sons pela noite distendida – a Rua Detrás ou os confins de tudo / rasgões musicais cicatrizes roucas nos primórdios / da madrugada enrolada no colchão de carregão e sumaúma». Quanto ao poema de Maria Alzira Seixo fico por uma citação de 9 versos a meio do poema cujo título é «Chama, Se Natal». Assim: «E tu falas de longe como um anjo / Dos caminhos que vão calar a morte. / Por eles, volto a Belém com a estrela e não há berço. / Só um cão pedindo os nossos passos. / Vogo em Veneza a estagnação dos dias / Nas águas rosadas do poente / Deste Setembro, o mais cruel dos meses / E sinto o mar do Sul, a sua ausência / na terra do meu corpo, devastada.» --

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por José do Carmo Francisco às 20:39



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