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Transporte Sentimental



Segunda-feira, 19.12.16

luis alberto ferreira sobre vitor damas

JoseTorres.jpg


O jornalista Luís Alberto Ferreira (n.1933) tem uma belíssima recordação de Vítor Damas: «Procuramos no ar a sombra volátil da plasticidade de Vítor Damas, no ar se plasmavam as estiradas do guarda-redes elástico, talentoso e inteligente. Diz o poema de Vicente Aleixandre: «Lá onde o mar é sereno / onde a tristeza sacode a sua crina de vidro / onde o alento suavemente expirado /não é uma borboleta de metal / mas um ar». O ar, os ares –o habitáculo assoprador da inspirações subitâneas de um excepcional guarda-redes de futebol. Não se pode evocar ou descrever o desportista Vítor Damas de uma forma vulgar. Por isso se invoca Vicente Aleixandre – poeta de todo em todo mediterrânico. O génio que, no exercício da poderosa influência sobre os seus contemporâneos ibéricos, almejou fundir o Homem com a Natureza. Damas, como Eusébio, poetizou o jogo com a magia dos rasgos que o tornaram sinónimo de elementos tão naturais quanto o ar, as aves e os relevos montanhosos. A sobrepujança de mais difícil caracteriza com rara eloquência o que foi o guarda-redes Vítor Damas. Ortega y Gasset interpretava as gerações como compromisso dinâmico entre massas e indivíduo – talvez o conceito mais importante da História. Vítor Damas emblematiza uma geração, no interior e à margem do futebol. Na Península Ibérica. Vítor é um «rapaz simples» vinculado a uma geração transmutativa. Na rua e na baliza. Veste, com simpleza, a elegância, é-lhe congénita uma galhardia que vai da relação esmerada com os jornalistas às intervenções mais arriscadas entre os postes. Vejo-o, nos bastidores do Europeu de 1984, em Nantes (França) assumir a condição de segunda escolha com essa galhardia viril dos homens seguros de si próprios. Vítor Damas foi um bom exemplo – e é uma boa recordação. Belíssima recordação. Vítor Damas no «Mundo Desportivo» No Highbury Park, em Londres, a 26 de Novembro de 1969, num Arsenal-Sporting, Vítor requinta-se na descomplicação. Sofre 3 golos. Os centrais, Caló e Alexandre Baptista, não têm cintura para os rompantes de um acutilante Radford. Um número 10 british, Graham (2 golos) goza de espaço para construir duas Amadoras. No final, Vítor, a partilhar um tanque com Marinho e Gonçalves, água até ao tronco, explica-me sem veleidades nem artimanhas: «No primeiro golo, do Radford, ele remata bem à meia volta. Saí para diminuir o ângulo. A bola bateu-me nas mãos e escapou-se para as redes.» Coloquei-lhe as «circunstâncias» do segundo dos arsenalistas e Vítor reagiu assim: «Há que ser realista. O golpe de cabeça do Graham foi colocadíssimo.» Sempre assim, o Vítor: simples, sóbrio e objectivo. Mais: alérgico à auto-justificação a qualquer preço. Enquanto redactor do histórico e outrora influente Mundo Desportivo, testemunhei várias das muitas actuações de Vítor Damas em Portugal e no estrangeiro. Há um registo a que poderia chamar «Vítor Damas no Mundo Desportivo», fazendo a síntese de apreciações assinadas, umas vezes por Manuel Mota ou Couto e Santos, outras por mim próprio ou David Sequerra. Veterano de muitas missões cá dentro e lá fora, Manuel Mota descrevia nestes termos a actuação de Vítor num Sporting-Benfica realizado em Alvalade a 9 de Novembro de 1969, um Domingo: «O jovem Damas, extraordinário de atenção e reflexos, ofereceu-nos, num lance decisivo, momento de beleza sem par. Quando, num prodigioso golpe de rins, desviou para canto uma bola cabeceada por Eusébio, bola em arco e com o «keeper» do Sporting já adiantado.» O «velho» Mota, sóbrio na exigência, observava, ainda: «Bem, ele, Vítor Damas, estava lá para isso. Mas francamente já não há a mínima dúvida acerca da classe do felino e ágil guarda-redes de Alvalade. Damas teve de fazer três defesas primorosas, uma delas a exigir todos os adjectivos disponíveis. Daí a nota alta (4) a atribuir-lhe». Venceram os donos da casa por 1-0, golo solitário de Marinho quando eram decorridos 21 minutos. Esta terá sido uma das edições do derby lisboeta mais marcadas pelos desempenhos de Vítor. No final, sportinguistas indefectíveis como Octávio Barrosa, José Travassos e Manuel Vasques, consideraram Damas «o melhor em campo». Com diferente estado de espírito, o técnico dos benfiquistas, Otto Glória, exclamava: «Que fazer, se era o Damas quem estava na baliza do Sporting? Sensacional, em absoluto, o poder de reposição e a rapidez de reflexos dele. Não fora o Damas e o Benfica teria agora, no mínimo mais um ponto!» À frente do guardião haviam estado Pedro Gomes, Caló, José Carlos e Hilário. Na mesma partida, na execução de dois livres, Eusébio disparou de forma contundente e Vítor correspondeu com defesas magistrais, a segunda em particular. Clubismos à parte, Vítor tinha em cada profissional do Mundo Desportivo um admirador e um amigo. O mais veemente dos quais seria o repórter Frederico Cunha, um sportinguista assumido mas com critério. Probo, humilde, infatigável repórter, Cunha «sabia» ser sportinguista e, em simultâneo, jornalista cônscio do seu dever de isenção. Estou em crer que Frederico Cunha identificava em Vítor Damas «o melhor guarda-redes do planeta». Um Damas verdadeiramente internacional Como enviado do tri-semanário outrora chamado Os Sports e dirigido pelo excelso Raúl de Oliveira – num tempo em que os jornais desportivos eram dirigidos por cidadãos impolutos – testemunhei outras actuações de Vítor Damas na Grã-Bretanha. Houve um Glasgow Rangers-Sporting, na Escócia, abundante em momentos deliciosos. Foi a 20 de Outubro de 1971, em Glasgow, no Ibrox Park, recinto cuja construção datava de 1929.Noventa minutos, claro, mas duas partes muitíssimo distintas no ritmo e nos protagonistas. Numa pausa do treino de «adaptação» ao relvado do Ibrox reparei num Damas melancólico, pensativo, encostado a um dos postes, a contemplar a clássica estrutura britânica do estádio. Imaginei-o a reflectir sobre o que é inseparável da massa do sangue dos avançados do Reino Unido: os cruzamentos aéreos como formulação de um sentido do Mundo… O encontro derivou em coisa deliciosa porque o Sporting ao intervalo perdia por 3 golos sem resposta, iria precisar de um Damas excepcional em absoluto quando na segunda parte tentasse, no mínimo, e já seria muito, chegar à igualdade no marcador. Recordo que eu e o magnífico Carlos Pinhão, enviado de «A Bola», gastámos o intervalo na sala destinada aos jornalistas. Era uma noite bastante fria e souberam-nos «que nem ginjas» o chá e o leite quentinhos, o Pinhão, decepcionado com o números do placard e a sair-se com uma das suas muito suas: «Nós não estivemos juntos no Arsenal-Sporting, em Londres? Também apanhámos. Pois é, eu confesso que nestas deslocações à Grã-Bretanha já só venho por causa do chá com leite, repara na qualidade do leite. É autêntico. Estes aqui não lhe acrescentam água, é puro leite. Não viste as vaquinhas nos pastos de Troon? Gordinhas e autênticas…» E lá fomos nós para a segunda parte. À frente de Damas estavam Laranjeira, Caló, José Carlos e Hilário. Eu e o Pinhão coincidíramos: «Chovem cruzamentos sobre o Damas a partir do flanco esquerdo dos escoceses. O Laranjeira a «lateral» parece um tanto incómodo…» A verdade, sintetizada, é que, com o Damas «verdadeiramente internacional» dos segundos 45 minutos, ressurgiu o colectivo sportinguista. Nas centrais do Mundo Desportivo da sexta-feira posterior ao jogo, escrevi eu: «Formidável reacção «leonina» em Glasgow: Ibrox Park de bico calado ouvindo a «Patética de Alvalade». E noutro texto, subsequente: «Eh,« leões» das Arábias – Uma recuperação de truz!» O Glasgow Rangers venceu por 3-2 e a igualdade escapou por um triz. Não sem que os escoceses sujeitassem Vítor Damas a trabalho de se lhe tirar o chapéu. Resumi assim a sua actuação: «Antes de finda a primeira parte, Damas, de início algo estonteado pela maré dos cruzamentos, «apareceu» em pelo menos três intervenções magníficas. No segundo tempo, Damas foi somente ele próprio, atento, desinibido e corajoso. No capítulo das referências individuais, destaquei ainda, a valiosa prestação de Hilário, José Carlos, Caló, Nelson e Lourenço. A «classe» de Vítor Damas podia avaliar-se, também, noutros aspectos comportamentais. Antes desse Glasgow Rangers-Sporting, a nossa selecção nacional havia defrontado, em Hampden Park, a congénere escocesa. Ganhou a Escócia (2-1). O 2º golo dos britânicos, constava, teria sido irregular (marcado com a mão). No estágio, em Troon, que antecedeu o Glasgow Rangers-Sporting, Vítor expôs-me sem rodeios a sua versão: «Não, eu não notei qualquer infracção do avançado escocês. Pergunta-me se fui, no mesmo lance, carregado de forma irregular. E eu confesso: não. Nas bolas altas, emboras vigorosos, por vezes duros, tão pouco eles usaram deslealdades. Portaram-se sempre dentro das mais elementares regras. Houve desportivismo.» Na agenda histórica dos guarda-redes do Sporting há nomes relevantes a acompanhar Vítor Damas na O jornalista Luís Alberto Ferreira (n.1933) tem uma belíssima recordação de Vítor Damas: «Procuramos no ar a sombra volátil da plasticidade de Vítor Damas, no ar se plasmavam as estiradas do guarda-redes elástico, talentoso e inteligente. Diz o poema de Vicente Aleixandre: «Lá onde o mar é sereno / onde a tristeza sacode a sua crina de vidro / onde o alento suavemente expirado /não é uma borboleta de metal / mas um ar». O ar, os ares –o habitáculo assoprador da inspirações subitâneas de um excepcional guarda-redes de futebol. Não se pode evocar ou descrever o desportista Vítor Damas de uma forma vulgar. Por isso se invoca Vicente Aleixandre – poeta de todo em todo mediterrânico. O génio que, no exercício da poderosa influência sobre os seus contemporâneos ibéricos, almejou fundir o Homem com a Natureza. Damas, como Eusébio, poetizou o jogo com a magia dos rasgos que o tornaram sinónimo de elementos tão naturais quanto o ar, as aves e os relevos montanhosos. A sobrepujança de mais difícil caracteriza com rara eloquência o que foi o guarda-redes Vítor Damas. Ortega y Gasset interpretava as gerações como compromisso dinâmico entre massas e indivíduo – talvez o conceito mais importante da História. Vítor Damas emblematiza uma geração, no interior e à margem do futebol. Na Península Ibérica. Vítor é um «rapaz simples» vinculado a uma geração transmutativa. Na rua e na baliza. Veste, com simpleza, a elegância, é-lhe congénita uma galhardia que vai da relação esmerada com os jornalistas às intervenções mais arriscadas entre os postes. Vejo-o, nos bastidores do Europeu de 1984, em Nantes (França) assumir a condição de segunda escolha com essa galhardia viril dos homens seguros de si próprios. Vítor Damas foi um bom exemplo – e é uma boa recordação. Belíssima recordação. Vítor Damas no «Mundo Desportivo» No Highbury Park, em Londres, a 26 de Novembro de 1969, num Arsenal-Sporting, Vítor requinta-se na descomplicação. Sofre 3 golos. Os centrais, Caló e Alexandre Baptista, não têm cintura para os rompantes de um acutilante Radford. Um número 10 british, Graham (2 golos) goza de espaço para construir duas Amadoras. No final, Vítor, a partilhar um tanque com Marinho e Gonçalves, água até ao tronco, explica-me sem veleidades nem artimanhas: «No primeiro golo, do Radford, ele remata bem à meia volta. Saí para diminuir o ângulo. A bola bateu-me nas mãos e escapou-se para as redes.» Coloquei-lhe as «circunstâncias» do segundo dos arsenalistas e Vítor reagiu assim: «Há que ser realista. O golpe de cabeça do Graham foi colocadíssimo.» Sempre assim, o Vítor: simples, sóbrio e objectivo. Mais: alérgico à auto-justificação a qualquer preço. Enquanto redactor do histórico e outrora influente Mundo Desportivo, testemunhei várias das muitas actuações de Vítor Damas em Portugal e no estrangeiro. Há um registo a que poderia chamar «Vítor Damas no Mundo Desportivo», fazendo a síntese de apreciações assinadas, umas vezes por Manuel Mota ou Couto e Santos, outras por mim próprio ou David Sequerra. Veterano de muitas missões cá dentro e lá fora, Manuel Mota descrevia nestes termos a actuação de Vítor num Sporting-Benfica realizado em Alvalade a 9 de Novembro de 1969, um Domingo: «O jovem Damas, extraordinário de atenção e reflexos, ofereceu-nos, num lance decisivo, momento de beleza sem par. Quando, num prodigioso golpe de rins, desviou para canto uma bola cabeceada por Eusébio, bola em arco e com o «keeper» do Sporting já adiantado.» O «velho» Mota, sóbrio na exigência, observava, ainda: «Bem, ele, Vítor Damas, estava lá para isso. Mas francamente já não há a mínima dúvida acerca da classe do felino e ágil guarda-redes de Alvalade. Damas teve de fazer três defesas primorosas, uma delas a exigir todos os adjectivos disponíveis. Daí a nota alta (4) a atribuir-lhe». Venceram os donos da casa por 1-0, golo solitário de Marinho quando eram decorridos 21 minutos. Esta terá sido uma das edições do derby lisboeta mais marcadas pelos desempenhos de Vítor. No final, sportinguistas indefectíveis como Octávio Barrosa, José Travassos e Manuel Vasques, consideraram Damas «o melhor em campo». Com diferente estado de espírito, o técnico dos benfiquistas, Otto Glória, exclamava: «Que fazer, se era o Damas quem estava na baliza do Sporting? Sensacional, em absoluto, o poder de reposição e a rapidez de reflexos dele. Não fora o Damas e o Benfica teria agora, no mínimo mais um ponto!» À frente do guardião haviam estado Pedro Gomes, Caló, José Carlos e Hilário. Na mesma partida, na execução de dois livres, Eusébio disparou de forma contundente e Vítor correspondeu com defesas magistrais, a segunda em particular. Clubismos à parte, Vítor tinha em cada profissional do Mundo Desportivo um admirador e um amigo. O mais veemente dos quais seria o repórter Frederico Cunha, um sportinguista assumido mas com critério. Probo, humilde, infatigável repórter, Cunha «sabia» ser sportinguista e, em simultâneo, jornalista cônscio do seu dever de isenção. Estou em crer que Frederico Cunha identificava em Vítor Damas «o melhor guarda-redes do planeta». Um Damas verdadeiramente internacional Como enviado do tri-semanário outrora chamado Os Sports e dirigido pelo excelso Raúl de Oliveira – num tempo em que os jornais desportivos eram dirigidos por cidadãos impolutos – testemunhei outras actuações de Vítor Damas na Grã-Bretanha. Houve um Glasgow Rangers-Sporting, na Escócia, abundante em momentos deliciosos. Foi a 20 de Outubro de 1971, em Glasgow, no Ibrox Park, recinto cuja construção datava de 1929.Noventa minutos, claro, mas duas partes muitíssimo distintas no ritmo e nos protagonistas. Numa pausa do treino de «adaptação» ao relvado do Ibrox reparei num Damas melancólico, pensativo, encostado a um dos postes, a contemplar a clássica estrutura britânica do estádio. Imaginei-o a reflectir sobre o que é inseparável da massa do sangue dos avançados do Reino Unido: os cruzamentos aéreos como formulação de um sentido do Mundo… O encontro derivou em coisa deliciosa porque o Sporting ao intervalo perdia por 3 golos sem resposta, iria precisar de um Damas excepcional em absoluto quando na segunda parte tentasse, no mínimo, e já seria muito, chegar à igualdade no marcador. Recordo que eu e o magnífico Carlos Pinhão, enviado de «A Bola», gastámos o intervalo na sala destinada aos jornalistas. Era uma noite bastante fria e souberam-nos «que nem ginjas» o chá e o leite quentinhos, o Pinhão, decepcionado com o números do placard e a sair-se com uma das suas muito suas: «Nós não estivemos juntos no Arsenal-Sporting, em Londres? Também apanhámos. Pois é, eu confesso que nestas deslocações à Grã-Bretanha já só venho por causa do chá com leite, repara na qualidade do leite. É autêntico. Estes aqui não lhe acrescentam água, é puro leite. Não viste as vaquinhas nos pastos de Troon? Gordinhas e autênticas…» E lá fomos nós para a segunda parte. À frente de Damas estavam Laranjeira, Caló, José Carlos e Hilário. Eu e o Pinhão coincidíramos: «Chovem cruzamentos sobre o Damas a partir do flanco esquerdo dos escoceses. O Laranjeira a «lateral» parece um tanto incómodo…» A verdade, sintetizada, é que, com o Damas «verdadeiramente internacional» dos segundos 45 minutos, ressurgiu o colectivo sportinguista. Nas centrais do Mundo Desportivo da sexta-feira posterior ao jogo, escrevi eu: «Formidável reacção «leonina» em Glasgow: Ibrox Park de bico calado ouvindo a «Patética de Alvalade». E noutro texto, subsequente: «Eh,« leões» das Arábias – Uma recuperação de truz!» O Glasgow Rangers venceu por 3-2 e a igualdade escapou por um triz. Não sem que os escoceses sujeitassem Vítor Damas a trabalho de se lhe tirar o chapéu. Resumi assim a sua actuação: «Antes de finda a primeira parte, Damas, de início algo estonteado pela maré dos cruzamentos, «apareceu» em pelo menos três intervenções magníficas. No segundo tempo, Damas foi somente ele próprio, atento, desinibido e corajoso. No capítulo das referências individuais, destaquei ainda, a valiosa prestação de Hilário, José Carlos, Caló, Nelson e Lourenço. A «classe» de Vítor Damas podia avaliar-se, também, noutros aspectos comportamentais. Antes desse Glasgow Rangers-Sporting, a nossa selecção nacional havia defrontado, em Hampden Park, a congénere escocesa. Ganhou a Escócia (2-1). O 2º golo dos britânicos, constava, teria sido irregular (marcado com a mão). No estágio, em Troon, que antecedeu o Glasgow Rangers-Sporting, Vítor expôs-me sem rodeios a sua versão: «Não, eu não notei qualquer infracção do avançado escocês. Pergunta-me se fui, no mesmo lance, carregado de forma irregular. E eu confesso: não. Nas bolas altas, emboras vigorosos, por vezes duros, tão pouco eles usaram deslealdades. Portaram-se sempre dentro das mais elementares regras. Houve desportivismo.» Na agenda histórica dos guarda-redes do Sporting há nomes relevantes a acompanhar Vítor Damas na abrangência da memória colectiva: João Azevedo, Joaquim Carvalho e Carlos Gomes, todos eles barreirenses, e Octávio de Sá, nascido na antiga Lourenço Marques. Apenas Joaquim Carvalho nos faz companhia, hoje, nos estádios da vida. abrangência da memória colectiva: João Azevedo, Joaquim Carvalho e Carlos Gomes, todos eles barreirenses, e Octávio de Sá, nascido na antiga Lourenço Marques. Apenas Joaquim Carvalho nos faz companhia, hoje, nos estádios da vida. --

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por José do Carmo Francisco às 21:05



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