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Transporte Sentimental



Domingo, 04.09.16

joel neto e joão almeida moreira - multibanco, lampedusa e tucano

Bolonha.jpeg


O jornal em papel tem sobre o «on line» esta vantagem, é como se fosse um poema pois junta de novo tudo o que a distância separou. Na página 25 do «Diário de Notícias» de hoje (4-9-2016) leio uma crónica de Joel Neto, escritor amigo e meu ex-vizinho em Lisboa, vizinho de mesmo prédio com janelas para a Serra da Arrábida. Afirma ele no texto que «só Nuno Mendes contou a história. O Monitor da caixa multibanco mandava o cliente dirigir-se ao multibanco mais próximo» Mas eu vi o presidente Jorge Sampaio levantar 40 euros a sorrir, portanto algo não bate certo entre a crónica de Joel Neto e a minha memória. Por norma a minha memória costuma ter razão. Quanto a João Almeida Moreira que conheci em Bolonha aquando do jogo Bolonha-Sporting para a Taça UEFA em 29-9-98 vem na página 37 do mesmo «Diário de Notícias» de hoje com uma frase do escritor italiano G.T. di Lampedusa como «é preciso mudar tudo para que tudo fique na mesma» quando a frase correcta do príncipe Salinas no romance de Lampedusa é a seguinte: «é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma». Outro dia João Almeida Moreira utilizou noutra crónica a palavra «tucano» sem explicar o seu sentido que para muitos é apenas nome de pássaro ou de tribo indígena. Não é por acaso que ninguém aqui sabe que no Brasil chamam «grampo» à escuta telefónica. São espaços diferentes embora a língua seja a mesma. Enfim o mundo não pára e as coisas são como são porque já nada é igual ao que foi: estas manhãs de Domingo com o café e o bolo eram um prazer e são agora um pesadelo matinal. --

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por José do Carmo Francisco às 13:16



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