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Transporte Sentimental



Sexta-feira, 14.02.14

já em 1912 havia cheias em santarém - joshua benoliel estava lá

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Uma das muitas vantagens dos livros é que, com eles, na nossa vida tudo é um «nunca acabar». Esta expressão eu a conservo desde a Escola Primária que vivi em dois tempos – Montijo e Santa Catarina. Num dos livros de leitura de uma das quatro classes, surge o elogio do livro e essa expressão – ler é um «nunca acabar». Pois folheando um livro (fotobiografia) de Joaquim Vieira sobre Joshua Benoliel (Edição Círculo de Leitores) lá descubro uma foto de 1912. «Cheias no Ribatejo». Só este título já dava pano para mangas. De facto o Ribatejo já existia como unidade antropológica e etnográfica mas só viria a nascer em 1936 como divisão politica e administrativa quando o ditador Salazar desfez o velho mapa de Portugal e retalhou parte do Alentejo e da Estremadura e também da Beira Baixa para criar o Ribatejo. Não por acaso o mais velho jornal se chamava «Correio da Extremadura» porque era assim que se escrevia no fim do século XIX.

A grande diferença entre uma foto actual em 2014 da Ribeira de Santarém, das Caneiras ou do Reguengo do Alviela e esta de Joshua Benoliel em 1912 está apenas na roupa que as pessoas vestem. Nada mais mudou, a incúria dos homens e das instituições permanece, a falta de estratégia para o Rio Tejo é a mesma desse tempo, a errada comunicação com os espanhóis que despejam (ontem como hoje) o que lhe sobeja dos seus «tranvases» para as terras secas do Andaluz, tudo aqui continua igual, 102 anos depois. Em 2014 só mudaram os pormenores ou os «detalhes» como gostam de dizer (à americana) os mesmos palermas que dizem «maturidade» em vez de vencimento, «realizar» em vez de compreender e «sindicato de bancos» em vez de agrupamento bancário. --

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por José do Carmo Francisco às 08:28



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