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Transporte Sentimental



Domingo, 02.11.14

fernando venâncio, josé-alberto marques e josé fialho gouveia - o pó e a posteridade

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Hoje foi dia de arrumar livros; o mesmo é dizer tirá-los dos caixotes e passarem logo para os montes depois de um rápido olhar para a capa. Digo desde já que detesto as casas muito arrumadas porque o menino mais infeliz do meu tempo de Escola Técnica em Vila Franca de Xira (1961-1966) era obrigado pela mãe a vir estudar para a rua para não desarrumar a casa. Quando os livros estão muito arrumados é porque o tempo gasto com eles se ficou pela arrumação. Quem diz livros diz o resto. Nos livros que hoje arrumei estão dois de Fernando Venâncio (n.1944) – «Objectos Achados – Ensaios Literários» (Caixotim Edições) e «Maquinações e Bons Sentimentos» (Campo das Letras). No primeiro o meu nome aparece na página 150 e no segundo são três as referências nas páginas 56, 81 e 112. Mas não é para falar de mim; eu queria chamar a atenção para a página 105 do segundo livro e lembrar o Fernão de Magalhães Gonçalves e as suas palavras de 1979 nos Cadernos de Literatura - «Quem se não deu ainda conta de que o povo não lerá nunca os livros da maioria dos escritores de agora?» Quanto ao José-Alberto Marques (n.1939) o seu livro «Biblioteca Pessoal» (Chiado Editora) inclui um poema muito curioso («Sobre nomes») que abre com o inesperado «José Gomes Ferreira de Castro», continua com o «Eduardo Guerra Carneiro Jacinto», prossegue com o «Manuel da Fonseca e Costa» e surpreende-me com o «José do Carmo Francisco Rodrigues Lobo». Mas o «Diário de Notícias» de hoje traz na última página uma entrevista de José Fialho Gouveia na qual, a dado passo, uma artista moderna compara os seus tempos de crianças com os de hoje e recorda os ninhos: «cada um fazia o seu ninho para o coelho depois deixar lá os ovos». Depois diz que «a arte é feita pelos que não cresceram». Será mesmo? Ai eu… --

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por José do Carmo Francisco às 17:42


1 comentário

De Joaquim do nascimento a 03.11.2014 às 10:30

Bom dia poeta!
Oxalá que esteja boa a sopa, mais logo, à nossa mesa das segundas, na Sociedade de Geografia, a que Bernardo preside sem que tenha sido eleito, mas o que eu quero dizer, como antepasto, como dizem os italianos, nós dizemos entrada, ou aperitivo, aperitivo de "aperire", abrir, o que vem a dar no mesmo porque ninguém faz portas só de fechar, mas então antes da sopa e das azeitonas da ordem, com tinto do Ribatejo, um pouco acima de Vila Franca, terra que você tanto ama, o que eu quero dizer-lhe é que você está a trabalhar muito e a deliciar-nos com a sua escrita, como ainda agora tive o gosto de confirmar, ao ler os seus últimos trabalhos, aqui no "Transporte".
Se eu quisesse arreliá-lo ( nos Pereiros dizemos arrenegá-lo) eu podia dizer que lhe fez bem a mudança para Benfica, a você que sempre foi Sporting.
Sou seu fã, como sabe e, mais ainda, quando você deixa escapar, no que escreve, uma memória, um sentimento, uma saudade, seus ou das pessoas que evoca. . Continue, Poeta, quem sabe se não terá brevemente ao seu dispor a página que você merece, num "medium" de grande tiragem, se não puder ser em verso, pois que seja em prosa. Até logo, Poeta, que a D. Aida e o Bernardo, já estão à nossa espera.
Joaquim do Nascimento

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