Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Transporte Sentimental



Sábado, 19.09.15

domingos rebelo - a minha memória não deveria ter falhado

Image.jpg


Ainda a propósito do recente texto «O enterro do anjinho e o menino do Afonsoeiro», surgiu-me uma coisa que só acontece a quem escreve, como eu, em estado geral de paixão. Escrevo só, comigo mesmo e sempre nas minhas circunstâncias. Não tenho um gabinete de gente amiga a lembrar-me as falhas e as omissões no momento de escrever. Ao recordar os quadros que entraram na minha vida e dela nunca mais saíram, esqueci-me de referir «Os emigrantes» de Domingo Rebelo. A minha costela de açoriano está ausente no meu nome civil mas Pedro da Silveira garantiu-me ser eu descendente de um Almeida das Flores que veio para o Continente no Batalhão Liberal e desembarcou no Mindelo. Mais tarde passou à disponibilidade e casou em Alcobaça que é perto de Santa Catarina onde nasci em 1951.Não é por acaso que tenho amigos nas diversas Ilhas dos Açores, colaborei em vários jornais desde 1982 (comecei em «A União») e continuo hoje com uma crónica semanal na RDP Açores. O Pedro da Silveira tinha dentro dele toda a memória do Mundo e só ele me poderia garantir uma coisa que está em oposição formal ao meu nome (digamos) oficial. Ele sabia que o meu nome na cédula pessoal deveria ser «José do Carmo Almeida Francisco» mas a alegria entre os vários homens da família e arredores (meu avô era o sacristão, o pároco morava na mesma rua, o delegado do Conservador do Registo Civil também, enfim…) a alegria, essa transbordou do bacalhau assado, do azeite, do pão e das azeitonas para o vinho da adega que era ali mesmo ao lado de casa onde nasci e que hoje é uma ruína. O nome «Almeida» foi esquecido mas está sempre presente. O quadro «Os emigrantes» de Domingos Rebelo não foi referido no meu texto anterior mas faz parte daquilo que eu sou. Mesmo quando não parece. --

Autoria e outros dados (tags, etc)

por José do Carmo Francisco às 11:38


1 comentário

De João Moutinho a 22.09.2015 às 10:18

Pois é... Almeidas chamavam no meu tempo de criança aos Homens, naquele tempo as Mulheres ainda não prestavam aquele serviço, que apanhavam o lixo que todos criávamos.

Há muito tempo que não conversamos mas... e disso sei que nunca esquecerás:"Sei que pareço um ladrão / Mas há muitos que conheço / Que não parecendo o que são / São aquilo que eu pareço...".

Começo a pensar que não é só postura, marketing e imagem... "Francisco" tem muito mais a ver.

Nem valerá a pena falar das ruínas do "Carmo", José...

Saudades de uma conerva... Saúde e um forte abraço!

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Setembro 2015

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930





Visitas