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Transporte Sentimental



Sexta-feira, 12.12.14

dissertação breve sobre «poemas de lisboa e borda de água»

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Trinta e três anos depois do primeiro que saiu em 1981, o meu mais recente livro publicado pela editora «Apenas Livros» tem o título de «Poemas de Lisboa e Borda de Água» e a sua memória justificativa é simples. Vivo em Lisboa desde 1966 depois de ter vivido em Santa Catarina, no Montijo e em Vila Franca de Xira. Nestes 48 anos feitos em 9 de Setembro passado aprendi a amar esta Cidade e tenho o pequeno orgulho de um dos meus livros de poemas – o «Transporte Sentimental» – ter sido editado pela Câmara Municipal de Lisboa com a chancela do seu Departamento de Cultura. A Cidade de Lisboa, a sua paisagem e o seu povoamento, a sua luz e as suas sombras, a sua água e a sua terra, os seus jardins e as suas pedras, tudo isso está muito presente no que escrevo. Por outro lado e porque vivi no Montijo durante quatro anos, estudei Comércio na Escola Técnica em Vila Franca de Xira outros cinco e trabalhei no jornal O MIRANTE em Santarém de 1997 a 2001, o Rio Tejo é uma presença forte na minha vida e nos poemas que escrevo. Em vez de Ribatejo utilizei a expressão mais antiga «Borda de Água» porque o Ribatejo só existe desde 1937 e foi criado pelo Estado Novo roubando concelhos à Estremadura, à Beira Baixa e ao Alentejo para dar emprego a uns amigos de Coimbra do ditador António Oliveira Salazar. Para revelar um pouco do livro que tem 72 páginas leio o mais pequeno dos poemas - «Rosa luz». «Há uma rosa a arder. Já não é lume. / Apenas foco de luz sem combustão. / No fósforo mal aceso deste ciúme / Só sobejaram os sinais da tua mão. / A tua boca foi o botão anunciado / Os teus dedos o que ficou da haste / Procurei a tua voz em todo o lado / Mas foi na rosa ardida que ficaste.» Fim de citação --

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por José do Carmo Francisco às 09:26


2 comentários

De Luis Eme a 13.12.2014 às 22:47

boa.

De Joauquim doNascimento a 14.12.2014 às 14:04

Então vamos lá lê-lo com todo o vagar, numa tarde de sol de Outono e "Borda de Água", aqui do Sul onde se me finou o Almirante, sem continência, nem pompa. Zarpou, garrou!
Afinal "Poemas de Lisboa e Borda de Água" promete, pelo poema mais pequeno, Poema, é você quem diz, como se houvesse poemas pequenos. Se procurar bem, há sempre lume ou fogo ou a prova dele.
Joaquim do Nascimento

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