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Transporte Sentimental



Sexta-feira, 20.01.17

da travessa da rabicha a alferrarede - «custe o que custar e doa a quem doer»

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O médico e poeta José Falcão Tavares veio ao Facebook «pedir desculpa» pelo vandalismo de Alferrarede onde, a coberto da noite e do «veneno da madrugada», um grupo se entreteve a sujar o Núcleo Sportinguista local com inscrições. Uma delas aponta para a data falsa da fundação do SLB, data essa que copia a da Travessa da Rabicha, ali a Campolide. O gesto do médico e poeta de Abrantes só lhe fica bem mas é de todo inútil porque ao longo do tempo, desde 1908, o SLB tem-se afirmado pelo oposto: nunca pede desculpa pelos atropelos nem à Verdade nem à História. Veja-se o caso de Mário Wilson (1929-2016) que teve uma morte aproveitada na Comunicação Social como se de um jogador do SLB se tratasse. Até o trataram como «grande capitão», copiando o que lhe chamavam na Académica de Coimbra. Veja-se Miklós Fehér (1979-2004) que jogou no Salgueiros e ia para o Marítimo, estando no SLB de passagem. Veja-se o caso dos Magriços quando um selecionador obrigou José Torres a jogar com infiltrações de «novocaína» para não jogar um de dois «leões» - Lourenço e Figueiredo. Vela-se o caso do duplo rapto de Eusébio, jogador do Sporting de Lourenço Marques, raptado em Moçambique, em Lisboa e escondido no Algarve até a Direcção Geral dos Desportos decidir que o SLB pagava 400 mil escudos ao Clube a que o jogador estava vinculado. Veja-se o caso do dirigente Paiva das Neves, o homem do Terceiro Anel do Estádio da Luz, que um dia foi a Lourenço Marques saber a idade verdadeira de Eusébio. Paiva das Neves soube que o jogador nasceu em 1940 mas só foi registado em 1942. Tal situação deu origem ao facto de em 1961 a sua idade oficial ser de 19 anos e não 21; foi por isso que a mãe assinou o seu compromisso com o SLB. Veja-se o caso de na sua morte muitos jornalistas procurarem esconder que Eusébio foi rejeitado no SLB quando regressou dos EUA e teve que jogar no Beira-Mar e no União de Tomar. Veja-se o caso da brutal agressão do mesmo Eusébio em 30-4-1967 ao sócio 48787 do SLB que apenas o queria abraçar. Artur Portela Filho no Jornal do Fundão escreveu uma crónica na coluna «A Funda» com o título «Eusébio mete golo no peito de um homem». Veja-se o caso da jornada final do Campeonato de 1965/66 quando o SLB ofereceu 20 mil escudos a cada jogador do Varzim e um autocarro para o Clube se ganhassem ao SCP. António Simões escreveu na página 136 do livro «História de 50 nos do Desporto Português», edição de A BOLA: «O Benfica continuou a apostar na estratégia da motivação por dinheiro». Veja-se a Revista «Notícias Ilustrado» de 10-12-1933 com um friso de atletas do SLB na capa em saudação fascista. Veja-se como dois jornalistas (António Valdemar e Jacinto Baptista) alteram uma fonte com data de 2-12-1907 e colocam um nome que não está (nem podia estar lá) dentro de um parêntesis recto: onde está bem Sport Lisboa escrevem «e Benfica» mas o SLB só foi fundado em 1908, por isso não existe um «derby» em 1907. Veja-se o caso de Artur Monteiro (responsável pelo futebol juvenil do SLB) na página 89 do livro «30 anos de mau futebol» de João Pombeiro: «Quando saí deixei uma gaveta cheia, um verdadeiro «dossier», com bilhetes de identidade, passaportes, cédulas e certidões de nascimento falsificadas.» Pedir desculpa para quê? --

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por José do Carmo Francisco às 11:14



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