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Transporte Sentimental



Sexta-feira, 29.05.15

crónica para gonçalo pereira rosa

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Crónica para Gonçalo Pereira Rosa ou «o Mundo é como a morte de São Bernardo» O dia foi intenso e rico mas tudo se resume ao quadro do Mosteiro de Alcobaça: uns a rir, outros a chorar. Recordo Raul Brandão e um grito num pátio de Lisboa: «Se quer ser escritor, escreva sobre os pobres!». Em «Os pescadores» se percebe como ele seguiu à risca a frase irada, certeira e solene do homem do pátio. De manhã fui ao Estoril ouvir o meu amigo Mário Jorge que teve a simpatia de chamar o Rui Jordão para a nossa mesa. Da parte da tarde falei com o Gonçalo, recente autor de «Parem as máquinas!» (Editora Parsifal) e a conversa andou à volta do «Diário Popular», onde me estreei no ano de 1978. Eu vi o Gonçalo dar os primeiros passos neste misterioso ofício de sonhos e de pesadelos no «Sporting». Fiz com ele uma entrevista para «O MIRANTE» e hoje tenho o orgulho de o saber director de uma revista respeitada e da qual fui assinante – a «National Goegraphic Magazine». Passei o fim da tarde com a parte da minha família que ficou em Portugal porque não emigrou: vi o meu filho aflito com as alergias, brinquei com o meu neto, ouvi a minha nora referir um programa de rádio com intervenções do antropólogo Aurélio Lopes, meu amigo. Recebo um texto do meu antigo chefe de redacção no «Sporting» Hub Teixeira e apanho num «sms» o endereço mail de Isabel Trigo de Mira e estou feliz mas recordo as minhas filhas longe de Lisboa e fico triste. Quando me dirijo à janela com toda a tristeza no olhar ouço a alegria dos ensaios da marcha de Benfica, algures entre o Fófó e o Mercado. Na confusão do Mundo, entre lágrimas e risos, a morte de São Bernardo nas paredes do Mosteiro de Alcobaça mostra o óbvio: uns a rir, outros a chorar. Nota final – esta foto tem tudo a ver com a fragilidade da vida e faz parte dum velho livro sobre Portsmouth comprado no alfarrabista das Escadinhas do Duque nº 19A. --

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por José do Carmo Francisco às 09:49


1 comentário

De Gonçalo Pereira a 29.05.2015 às 10:17

Um enorme abraço. É sempre um prazer ouvir-te falar do Popular e dos seus mestres, dos quais foste honrado e digno continuador. Celebraremos a memória daquele vespertino tão especial com a dignidade que ele merecia. Abraço e obrigado.

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