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Transporte Sentimental



Sábado, 27.02.16

«as mulheres nas crises académicas durante a ditadura» de teresa sales

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Este livro é muito mais do que um livro porque não se limita a juntar sete depoimentos de sete mulheres sobre as lutas estudantis dos anos 60 em Lisboa e em Coimbra: Maria Emília Brederode, Maria Augusta Seixas, Clara Queiroz, Diana Andringa, Etelvina de Sá, Manuela Góis e Manuela Tavares. O livro inclui um «CD» com som do Dia da Universidade em 1965, alguns anexos com jornais do tempo (1962), uma lista de estudantes presos e de professores expulsos, o «Jornal Anti Colonial» de Dezembro de 1964, a carta de Manuel de Azevedo ao Ministro do Interior em 7-12-64 sobre a filha Gina sem esquecer os textos de Herberto Helder e Almeida Faria, fotografias diversas, um «pin» de 1962, desenhos e um poema de Alexandre O´Neill que conclui deste modo: «Assim sim, virgem sensatas/ (Nos telhados só as gatas…) / Pensai antes na mobília / honestas mães de família / e aceitai respeitos mil / do vosso / Alexandre O´Neill!» Para os jovens de hoje esse tempo (os anos 60) parece ser tempo de outro planeta: «Muitas vezes, quando oiço os meus pais não consigo sequer imaginar o que foi viver nesse mundo em que vocês viveram. É como se me falassem de outro planeta.» Na página 21 Maria Augusta Seixas recorda esse isolamento («Vivíamos num rectângulo fechado ao mundo») e refere a situação das mulheres: «As mulheres não eram nada naquela altura; precisavam da assinatura do marido para tudo. Para sair do país precisávamos de autorização do homem.» Um aspecto curioso é que, mesmo com muito dirigentes presos, nos anos de 1963, 1964 e 1965 as Associações de Estudantes não suspenderam a sua rotina: «as vacinas, as sebentas, os descontos em comércio aderente para os sócios, o cineclube, o teatro, as actividades desportivas, as actividades culturais». Assim a Mocidade Portuguesa era neutralizada. Algumas gralhas não alteram em nada o interesse e a oportunidade deste livro. A pintura de Bertina Lopes está na página 36 mas surge de novo na 113; o seu perfil biográfico é bem 1924-2012 e não 1924-1912. Outras notas: na página 15 falta itálico no título dos jornais, na página 25 Universitária leva caixa alta, página 27 Anti-Düring e Joie de Lire levam itálico, página 28 é bem «as» e não «As», página 44 é bem senhora e não sra, na página 45 é Santiago Prezado e não Pregado além de AJHLP levar caixa alta, página 47 Mensagem leva itálico e votos será de presbítero, página 51 teenager leva itálico e linha 13 tem uma vírgula a mais, página 53 highjacking tem itálico, página 59 falta itálico a O Capital e a Manifesto Comunista, página 80 é bem hippie por hippy, página 81 Faculdade é caixa alta, página 83 Silva é caixa alta, página 111 O Século leva itálico. (Edição: UMAR, Foto capa: Graça Cabeçadas, Concepção gráfica: Manuel Diogo) --

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por José do Carmo Francisco às 21:37



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