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Transporte Sentimental



Sexta-feira, 03.02.17

américo durão - do couço para «o centro do mundo»

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Américo Durão (1896-1969) surge na página 22 do livro «Coração Arquivista» de António Manuel Couto Viana (Editora Verbo) com as seguintes palavras sobre a peça «O Centro do Mundo» que era a reconstituição quase fiel da sua casa de família no Couço (Coruche): «O Centro do Mundo é a mais sentida e a mais difícil de todas as minhas obras de teatro. Se dissesse que não a estimo, faltaria à verdade. Com as qualidades e os defeitos que com certeza tem, dela poderia dizer, parafraseando Flaubert: todas as personagens desta peça, desde D. Madalena a Rosária, de Vítor a Pedro, existem em mim, são eu próprio. O fulcro do drama, porém, é a aldeia. Os seus acontecimentos mais relevantes, os seus mais recônditos segredos, como pequenos rios, vão dar a casa de D. Madalena que, pelo seu espírito largamente compreensivo e cristão, a todos acolhe com tolerância e generosidade. Uma peça desta natureza é natural que não possua aquela unidade que eu próprio muito desejaria ter-lhe dado. Poderei, talvez, compará-la a um friso de painéis de azulejo unidos pela mesma cercadura. Incindindo sobre cada um dos painéis um foco de luz ilumina-o isoladamente, ficando os outros na obscuridade. Mas, se quiserem olhar com atenção e boa vontade, hão-de descobrir nos painéis desse friso aquela unidade que só aparentemente lhes falta. É essa benevolente simpatia que eu desejo para a minha peça e com humildade vos peço.» --

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por José do Carmo Francisco às 10:10



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