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Transporte Sentimental



Quinta-feira, 13.11.14

«abitureiras» de alípio canaverde

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Este livro contraria o Boletim da Junta de Província do Ribatejo de 1940 que afirma na sua página 515: «Abitureiras – Folclore, Trajos e costumes – incaracterísticos». Em 1992 arrancou o Rancho Folclórico desta Freguesia e este trabalho escrito resulta da pesquisa efectuada na localidade junto dos habitantes mais antigos nos aspectos que dão título ao volume – A Terra e o canto. Ou seja: a memória de um tempo, a geografia e a história, o trabalho e o descanso, os costumes e as tradições, as refeições e os trajos: «A localização geográfica de Abitureiras aproxima-a de outras regiões, quer a Norte quer a Oeste. O contacto com estas zonas foi comum através da visita de vendedores ambulantes e trapeiros oriundos de Minde, Mira d´Aire e Alcobaça. Traziam consigo os mais diversos tecidos como os serrobecos, as mantas de tear e de lã, fazendas também de lã, chitas, lenços, xailes, riscados e popelinas». De um lado a Terra e o trabalho: «Conseguir trabalho era uma busca constante. Percorriam-se estradas e carreiros, alqueives e cabeços, aldeias e os mais diversos lugares, na expectativa de o conseguir. Uns, conseguiam-no ao pé de casa, outros nas praças, outros ainda eram falados à porta, para trabalhar nos mais diversos locais, desde o Oeste até aos campos da Lezíria». Do outro a Festa e o baile: «Num dos cantos da sala colocavam-se os homens e os rapazes; no outro as mães e as moças, estas sentadas à sua frente. Não se permitiam, assim, grandes contactos íntimos, resumidos estes à troca de olhares e à dança propriamente dita». Daí a canção: «A casa da brincadeira / É caiada até ao chão / Por causa das raparigas / É que os rapazes lá vão». No meio, entre trabalho e festa, surge o canto que engloba os cânticos religiosos (no Natal e nas Romarias) e as cantigas ou danças: bailarico, fado, fadinho, vira, fandango, moda de roda, giraldinha, passo largo, moda de dois passos, xotiça e pas de quatre. Para quem pense o Ribatejo apenas como Lezíria e Charneca, aqui está o Bairro no seu devido lugar. (Edição: Junta de Freguesia e Grupo Folclórico de Abitureiras, Prefácio: Aurélio Lopes, Pautas e textos musicais: Bertino Martins, Posfácio: Ludgero Mendes, Nota Prévia: Francisco Moita Flores, Nota Editorial: José Ilídio Fonseca Freire) --

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por José do Carmo Francisco às 21:11



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