Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Transporte Sentimental



Terça-feira, 30.06.15

«a terra onde nascemos» vergílio alberto vieira

Image.jpg


«Guimarães – paisagem e povoamento» poderia ser este o título do livro de Vergílio Alberto Vieira (n. 1950) com 37 páginas em digressão pelo espaço e pelo tempo da cidade. Seria «paisagem» porque o texto deambula pelos lugares de forma didáctica: «Vindo da Rua de Santo António ou da D. João I, é certo que já o afã de outras épocas não embaraça o andarim, sem saber para onde se dirigir: se pelo Largo do Pão ou do Leite, hoje da Condessa do Juncal, com passagem pela Rua Egas Moniz, dobrando à direita rumo ao Campo da Feira; se pela Rua da Rainha, de passo andado que, para o Terreiro do Carmo, não há que se enganar». Seria «povoamento» porque as figuras da terra («burgo, reino, império, nação») por aqui circulam desde Afonso Henriques, Camilo Castelo Branco, José Bandeira, Morais Sarmento, Alberto Sampaio, Abel Salazar ou Raul Brandão: «talvez o autor de «O pobre de pedir» gostasse de aqui ter sido sepultado junto à oliveira que hoje cobre de paz o espírito do lugar».

Guimarães, terra de trabalho e de paixão, tem neste livro lado a lado as fábricas («curtumes, cutelarias, moagens, chapéus, atoalhados, algodões, sedas e papel») e o santuário do futebol: «Hoje todas as ruas da cidade irão ter ao estádio D. Afonso Henriques que se ergueu, há um bom par de anos, no lugar do imortal Campo da Amorosa.» Conclusão, precária embora: «Com todas e com nenhuma se parecem as cidades» porque «embora diferentes, embora iguais, o que no fundo as distingue é o que há de nós em cada uma». (Editora: Papéis de Fumar, Fotografias, Rui Sousa, Escultura: João Cutileiro) --

Autoria e outros dados (tags, etc)

por José do Carmo Francisco às 11:55



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Junho 2015

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930





Visitas