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Transporte Sentimental



Sexta-feira, 20.12.13

o cemitério das livrarias no bairro alto

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Em 1551 o Bairro Alto era um bairro novo (n.1513) mas também uma zona de cemitérios. Passando a porta de Santa Catarina (hoje igrejas do Loreto e da Encarnação) as pessoas deparavam com a ermida dos Fiéis de Deus e a seu lado um dos cemitérios da cidade. Hoje é a cultura que está de luto. Na TV José Rodrigues dos Santos, o autor de várias bestas céleres, afirma que Pinheiro Chagas é um autor do século XVIII quando é bem do século XIX tal como Eça de Queirós. Numa carta de um Tribunal algarvio surge a expressão «na qualidade de falecido deve comparecer». Um jovem advogado escreveu a um colega uma carta onde afirmava «a propósito da eis mulher do arguido» em vez de «ex-mulher». O homem escreveu de ouvido como quem numa festa toca de ouvido, sem saber ler a música das pautas. Aqui no Bairro Alto, além das duas livrarias ameaçadas no Largo Trindade Coelho, elas desapareceram umas atrás das outras: Biblarte, Barateira, Guimarães, Camões, Sá da Costa, Bocage. Mas inesperadamente esta livraria Bocage que desapareceu há vários anos ressurgiu na revista publicada pela Associação de Comerciantes. Na página 45 lá aparece o nome, a morada e o número de telefone. Trata-se de um erro crasso e imagino como será doloroso para a senhora que foi obrigada a entregar a chave depois de uma carta miserável da CML a ameaçar com prisão de 3 a 6 anos por enriquecimento ilícito quando a livraria estava ali na Calçada do Combro 38 devido à inundação da outra livraria na Travessa de André Valente pela água perdida em altura de 60 centímetros de uma obra camarária. Simplesmente repugnante. Dos cemitérios de 1551, perto do ermitão que recolhia meninos desvalidos e a quem os pais pagavam um vintém pelo resgate, aos cemitérios de livrarias vai um passo de 500 anos. José do Carmo Francisco --

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por José do Carmo Francisco às 08:51


1 comentário

De Anónimo a 15.10.2016 às 19:30

Bom, simples e directo. Essa de " bestas céleres"està bem imaginada: os livros vendem se " atoda a velocidade". Porque serà que hà mercado para este tipo de literatura chamada em França de "literaratura de Gare"'
um abraco

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