Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Transporte Sentimental



Sexta-feira, 28.06.13

outras leituras de 2008 - daniel defoe

62.jpg


«Diário da peste de Londres» de Daniel Defoe

Em 1665 terão morrido de peste mais de cem mil pessoas em Londres. Este
livro reproduz o que Henry Foe, tio de Daniel Defoe, terá escrito durante
esse tempo terrível. Regista-se o aparecimento de bruxos: «Todo este
comércio se generalizou a tal ponto que era proverbial encontrarem-se
dependuradas das portas tabuletas e letreiros assim concebidos: «Aqui mora
um adivinho», «Aqui habita um astrólogo», «Aqui fazem-se horóscopos» e
outras coisas do género.» O autor refere o que passou na sua casa: «Só
tinha em casa uma velha governanta, uma criada, dois aprendizes e eu; e
quando a peste principiou a crescer em volta de nós, sombrios eram os
pensamentos que eu ruminava sobre a atitude que devia tomar e a maneira
como agir». O medo dos habitantes de Londres levava-os ao desespero: «Havia
mães que no delírio matavam os filhos e pessoas que morriam de dor ou muito
simplesmente de medo ou de pânico sem qualquer infecção; e outras a quem o
medo imbecilizava ou tornava insensíveis, quando as não lançava no
desespero ou na demência ou ainda numa loucura atrabiliária». Um outro
aspecto tem a ver com as actividades comerciais: «nenhum navio entrava ou
saía do porto como antigamente e os marítimos, sem emprego, haviam caído na
mais negra miséria. Com eles contavam-se os carpinteiros navais, calafates,
cordoeiros, tanoeiros, veleiros, serralheiros de âncoras, poleeiros,
escultores de madeira, armeiros e abastecedores de bordo.»
(Edição: Bonecos Rebeldes, Tradução: João Gaspar Simões, Capa: Fernando
Martins, Revisão: António Bárcia)
José do Carmo Francisco
--

Autoria e outros dados (tags, etc)

por José do Carmo Francisco às 19:14



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Junho 2013

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30





Visitas