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Transporte Sentimental



Quinta-feira, 20.06.13

a poesia nos 165 anos da incrível almadense

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«A Incrível e a Poesia através dos tempos» de Luís Milheiro e Carlos
Guilherme
O dramaturgo Romeu Correia (1917-1996), numa entrevista em «A Bola
Magazine» recolhida no livro «As palavras em jogo» (Editora Padrões
Culturais) afirmou: «Sou um produto do movimento associativo. Graças às
Colectividades de Cultura e Recreio ouvi música pela primeira vez, vi
teatro e cinema mudo pela primeira vez e bailei com raparigas, coisa tão
difícil naqueles tempos salazarengos dos anos trinta e quarenta A minha
geração almadense deve muito à entreajuda colectiva. A Academia e a
Incrível Almadense foram os meus Liceus e Universidades que não
frequentei.»
Este livro de 200 páginas com 139 poemas surge numa sequência lógica depois
da anterior publicação de um volume de banda desenhada, de um conto
infantil e de vários ensaios históricos. Fundada em 1-10-1848, a Incrível
Almadense perdeu a maior parte da sua documentação num incêndio em
17-8-1910. Por esse motivo este livro engloba poemas de 1884 a 2012, apenas
os que foi possível resgatar do esquecimento. Como por exemplo este de
1948, de autor desconhecido: «Há uma estrela a brilhar / Nas cordas da tua
lira / E a luz vem do olhar / De quem te ama e admira». Ou este assinado
por Simões Raposo em 1942: «Da vitória sempre ao nível / Sua alma tudo
vence / É pasmoso e é Incrível / É Incrível Almadense».
Dos três autores mais presentes neste livro (Orlando Laranjeiro, Fernando
Barão e Alexandre Castanheira) escolhemos um excerto de um poema do
terceiro, uma espécie de resumo do grande amor que em três séculos (XIX, XX
e XXI) os poetas da Incrível dedicaram à sua colectividade: «Por incrível
que pareça / A nossa Incrível persiste / E a todo o mal que aconteça /
Troca as voltas e resiste / Segue em frente, nunca cessa / De lutar contra
o que é triste / E mesmo que fora anoiteça / Avança de ponta em riste /
P´ra que a claridade vença / Nunca desarma – insiste!»
(Edição: Junta de Freguesia de Almada, Apoio: Sociedade Filarmónica
Incrível Almadense, Capa: Louro Artur, Apresentação: Fernando Mendes,
Prefácio: José Manuel Maia, Saudação: Maria Emília Neto de Sousa)
José do Carmo Francisco
--

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por José do Carmo Francisco às 11:21



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