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Transporte Sentimental



Sábado, 14.01.17

«bola ao ar» de rui miguel tovar

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O subtítulo (As histórias mais insólitas do Futebol Português) poderia ter sido substituído com vantagem por «Algumas das histórias mais insólitas do Futebol Português» porque, tal como refere Mário Zambujal, o autor exibe uma grande bonomia. Basta pensar que a morte de Pepe em 1931, o não ter havido enviado-especial de A BOLA em 1946 a Elvas quando Os Belenenses alcançaram o seu único título de Campeão Nacional ou pontapé de Eusébio no peito de Artur Marques da Glória no dia 30-4-1967 sendo ele sócio nº 48767 do SLB e dono de dois pombos (o Simões e a Lola) e de um galo (o Eusébio), poderiam ter entrado no livro. No texto sobre o F.C. Porto e a sua ligação à Revigrés não se refere um árbitro que marcava sempre grande penalidade quando Futre se atirava para o chão embora se mencione o cheque que o comendador da Revigrés mandou ao FCP aquando da penhora da sanita do balneário dos árbitros nas Antas. Notável o texto sobre o gesto de «não ao fascismo» na página 216 com os seus protagonistas azuis (José Simões, Amaro, Quaresma) e verde Azevedo. E também o de Mário João, jogador da CUF e do Benfica: «O salário não era muito diferente mas sempre recebia dos dois lados: como empregado e como jogador. Graças a isso tenho estabilidade. Sou reformado da CUF. Se ficasse no Benfica seria ultrapassado por alguém mais novo.» Na página 254 uma frase de Allison no intervalo de um jogo com o Boavista para a Taça de Portugal: «Se quiserem ganhar passem a bola ao Mário Jorge». E de 1-2 passaram a 3-2 para o SCP. Sobre árbitros um texto curioso na página 149: «Os anos 90 fazem questão de promover a promiscuidade da classe com o dinheiro. Há José Guímaro, há Francisco Silva, há Carlos Calheiros.» Por fim uma abordagem de Pinto da Costa a partir das palavras de Ivkovic: «Aquilo faz parte da força do FC Porto. É a intimidação. Para eles é tudo um jogo. Do princípio ao fim. Por isso é que ganham quase sempre tudo. Pelos jogadores, pela estrutura, pelo futebol, pelo presidente». E na página 52 uma estatística impressionante: 733 vitórias, 207 empates e 150 derrotas em 1090 jogos. Algumas discrepâncias notadas ao longo da leitura. Na página 14 aparece 1976 por 1975, «Jogo Baixo» por «Bola ao Ar» e 288 páginas por 285. Na página 30 o bebé surge como pesando 4100 quilos em vez de 4,100. Na página 52 «do» Bayer é «da» Bayer, na 53 não especifica se bagaço é de vinho ou azeite, na 185 é bem «senhor» e não «sr.» e na 205 surge Raul Águas quando na 207 aparece Rui Águas duas vezes, tal como na página 208 (duas vezes) e na 210 uma vez. Na página 248 aparecem 27 contos e 28 contos. Na página 250 Manuel Marques poderá ser Sousa Marques da página 256. Na 265 surge campeonato nacional de 1935/36 quando a Liga foi um torneio experimental e particular disputado nos domingos deixados livres pelo Campeonato de Portugal. Por fim na 269 aparece «o Século» por «O Século» e na 275 Alcochete por Barroca de Alva. Um pormenor curioso tem a ver com a história da agressão de Sá Pinto a Artur Jorge que Octávio chama de «rei» porque em França os jornalistas optaram por ligar o seu nome à Távola Redonda mas não aparece a relação como livro de poemas de Artur Jorge («Vértice da Água»). Na verdade Portugal nem é um país de bandos costumes nem de poetas. A guerra civil do século XIX está cheia de violência E os poetas são conhecidos pela gastronomia (Bulhão Pato) ou pelas anedotas (Boacage). (Editora: Clube do Autor, Paginação: Maria João Gomes, Revisão: Silvina de Sousa) --

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por José do Carmo Francisco às 14:50


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