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Transporte Sentimental



Quarta-feira, 16.07.14

caricatura de aniceto carmona + uma advertência + um pedido

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Ontem estive numa estação dos CTT e reparei num caso insólito. Há um livro à venda cujo título é «Quero ser arquitecto», se destina a crianças e é editado em Santa Comba Dão por «Edições convite à música». Pois esse livro tem um problema grave. A página 10 aparece duas vezes, está repetida. Ninguém viu nem reparou. Quem compra este objecto na pressa e na boa vontade de o oferecer a alguém leva duas páginas 10 e não leva a página 9 que não se sabe o que diz. Cuidado com esse livro; eu, na estação dos CTT onde estava, entreguei o exemplar defeituoso no balcão e a funcionária agradeceu o alerta. Ontem comprei num alfarrabista o livro «Coimbra de capa e batina» de Carminé Nobre. De Coimbra tenho vários livros da Académica graças ao meu amigo José Fernandes Fafe, tenho livros do Trindade Coelho, do Pad´ Zé, do Mata Carochas, do Armando Sampaio e do António Curado mas este «Coimbra de capa e batina» tem um problema, faltam-lhe as páginas 13 e 14 pois salta da 12 para a 15. Se alguém que me ler tiver o livro ou souber de quem o tem, agradeço um contacto para o Blog pois muito gostava de ter as páginas 13 e 14 ao menos em fotocópia. Tenho uma enorme curiosidade em saber o que está escrito nessas páginas. O meu interesse por Coimbra não é de agora. No meu livro «Os guarda-redes morrem ao Domingo» existe uma crónica sobre a Académica e sobre o facto de haver uma Académica em cada ilha de Cabo Verde sem esquecer uma Académica no Luxemburgo, por exemplo. O insólito é relativo pois pode-se ser da Académica sem nunca ter estudado em Coimbra. Como jornalista fui muitas vezes a Coimbra com as equipas juvenis do Sporting; uma vez o jogo foi em Mortágua porque os «capas negras» estavam castigados mas isso é outra conversa. --

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por José do Carmo Francisco às 18:51

Quarta-feira, 16.07.14

novas leituras de 2009 - «crepúsculo» de teixeira de pascoaes

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Teixeira de Pascoaes (1877-1952) foi vítima, enquanto poeta, de uma espécie de «Sporting-Benfica» na literatura portuguesa: «Se lês Pessoa não leias Pascoaes». Quem lê Pessoa deve ler Pascoaes e Sophia e Herberto e Carlos de Oliveira e Ruy Belo e Jorge de Sena e Vitorino Nemésio. Não há Sporting-Benfica em literatura. Este volume recolhe três livros publicados em 1924/1925 por Guilherme de Faria: Elegia do Amor, Sonetos e Londres. O mentor do Saudosismo («a religião da saudade») abre deste modo a Elegia do Amor: «Lembras-te, meu amor / Das tardes outonais / Em que íamos os dois / Sozinhos, passear / Para longe do povo / Alegre e dos casais / Onde só Deus pudesse /Ouvir-nos conversar?» Mas já os Sonetos entram em contradição; vejamos o início do poema Amor: «Para que foi, Senhor, que ao mundo vim / Se eu hei-de, nesta vida, amar somente / A mais sequinha flor do meu jardim / E o bailado das sombras do poente?» Já no livro Londres (dedicado a Aubrey Bell) a viagem na cidade inglesa (Trafalgar, Westminster, Hide Park) termina sempre na portuguesa saudade: «Tudo é saudade… E aqui, debaixo deste Azul / Que a tristeza em feições quiméricas dilata / Evoco dolorido o meu País do sul / Lá, onde é oiro o sol que, neste céu, é prata». (Editora: Cosmorama, Prefácio/Organização: José Rui Teixeira, Capa: sobre desenho de Carlos Carneiro, Apoio: Câmara Municipal de Amarante) --

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por José do Carmo Francisco às 07:32


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