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Transporte Sentimental



Segunda-feira, 14.07.14

novas leituras de 2009 - «tornar-se pessoa» de carl rogers

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Publicada nos EUA em 1961, a edição original deste livro (On becoming a person) vendeu milhões de exemplares num tempo em que os milhões não eram habituais no mundo editorial. Segundo o seu autor, este livro «trata do sofrimento e da esperança, da ansiedade e da satisfação que invadem o gabinete de consulta de qualquer psicoterapeuta». A psicanálise freudiana sustentava que os impulsos humanos (sexo e agressão) eram inerentemente egoístas, custosa e dificilmente contidos pela força da cultura. No modelo freudiano a cura dava-se por meio de uma relação que frustrava o paciente, fomentando a angústia necessária para que o mesmo aceitasse as penosas verdades do analista. Carl Rogers acreditava que as pessoas necessitavam de uma relação na qual são aceites. As perícias que este terapeuta utiliza são a empatia e a «consideração positiva incondicional». A hipótese está na frase «Se posso proporcionar um certo tipo de relação, o outro descobrirá dentro de si mesmo a capacidade de utilizar aquela relação para crescer e a mudança e o desenvolvimento pessoal ocorrerão». Para Rogers o crescimento é um movimento na direcção da auto-estima, flexibilidade, respeito por si e pelos outros. Sendo o homem «incorrigivelmente socializado nos seus desejos», quando «o homem é mais plenamente homem, ele é digno de confiança». «Tornar-se pessoa» continua a ser hoje um livro estimulante para quem quer estudar de modo competente as tensões que ocorrem nas relações humanas sejam elas interpessoais ou intergrupais. (Editora: Padrões Culturais, Capa: sobre quadro de Siegfried Zademack, Apresentação: Peter D. Kramer) --

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por José do Carmo Francisco às 18:39


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