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Transporte Sentimental



Quarta-feira, 09.04.14

leituras de 2008 - josé fernandes fafe - «fidel»

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José Fernandes Fafe (Porto, 1927) tem o perfil indicado para escrever um livro sobre Fidel. Foi embaixador de Portugal em Cuba de 1975 a 1977. Antes já tinha estado em Havana em 1963, 1969 e 1974. Voltará em 1996. Mas, antes de dissertar sobre Fidel, o autor recapitula a guerra da independência de Cuba (1868), um governo provisório em 1909 chefiado por um americano William Taft e o estranho aluguer de Guantánamo que só pode caducar quando os americanos quiserem. Sobre Fidel são 200 páginas de texto entre o testemunho (muitas horas de convívio) e a investigação (muitas horas de livros lidos). Apenas umas linhas: «Um dia destes Fidel Castro morre. E, se pensarmos na vida que teve, bem o merece. Em criança andava sempre à pancada. Adolescente, aprendeu a disciplina dos Jesuítas. Na universidade foi um praxista de tiroteio entre bandos civis. Da atracção da aventura nunca se libertou. Compreende-se, é um afrodisíaco. O assalto ao quartel Moncada, a prisão, o exílio, o naufrágio do desembarque do Granma. Dois anos de guerra de guerrilhas. Depois, a revolução e, como dizia Heine, «uma revolução traz sempre violência, sangue, lama». O circo dos julgamentos de 1959 (de que sente remorsos? sentirá alguns?) A vitória de Girón. Ainda não haviam passado dois anos tangenciou a guerra nuclear… A implosão da URSS. Reconstruir tudo, outra vez. Mas este homem é um sísifo! Com a vida que teve bem merece um descanso. E, proporcional aos trabalhos e aos dias que levou, só a morte.» (Editora: Círculo de Leitores - Temas e Debates, Capa: Rochinha Diogo) --

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por José do Carmo Francisco às 12:09


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