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Transporte Sentimental



Quinta-feira, 06.02.14

outras leituras de 2008 - o padre abel varzim no seu tempo

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«Abel Varzim e o seu tempo» de António Cerejo
Ordenado sacerdote em 1925, o padre Abel Varzim (n. 1902, Cristelo - Barcelos) foi enviado para Lovaina em 1930 de onde regressou em 1934 depois de ter estudado Ciências Politico-Sociais na respectiva Universidade Católica. O cardeal Cerejeira entregou a direcção do Seminário dos Olivais em 1931 à Congregação dos Sagrados Corações trazendo padres da Holanda e da França, incluindo no grupo um alsaciano, um basco e um parisiense. Mas esta «abertura» veio mais tarde a ser refreada. Depois de Abel Varzim ter sido eleito deputado à Assembleia Nacional em 1938 acabou por se deixar enredar nuam teia de equívocos. Vejamos as palavras do próprio Abel Varzim: «quando, no primeiro ano em que estive na Assembleia Nacional, tive a triste ideia de um dia anunciar um aviso prévio sobre os sindicatos nacionais, fui avisado pelo Costa Brochado de que nessa mesma noite tinha sido decidido aniquilar-me, porque não se poderia consentir que um padre tratasse daqueles assuntos». Explica António Cerejo: «Claro que o que tanto os incomodou não foi ser um padre a tratar desses assuntos mas o haver alguém a tratá-los daquela maneira.» E o autor conclui: «Ninguém escolhe o meio em que nasce nem tem culpa das ideologias que orientam a sociedade onde vive mas poucos têm a coragem e capacidade de as por em causa e, porventura, as abandonar. Os que mudam não por conveniência sórdida (os vira-casacas) mas por imperativo de consciência, esses são grandes homens. Abel Varzim foi um deles.» (Editora: Multinova, Prefácio: D. João Alves) José do Carmo Francisco --

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por José do Carmo Francisco às 12:15


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